CONTRACS > LISTAR NOTÍCIAS > DESTAQUES > MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO DECIDE PROCESSAR DONO DA HAVAN POR COAGIR FUNCIONÁRIOS A VOTAR EM BOLSONARO

Ministério Público do Trabalho decide processar dono da Havan por coagir funcionários a votar em Bolsonaro

03/10/2018

Luciano Hang divulgou um vídeo, no qual ressalta que “se a esquerda ganhar” fechará lojas e demitirá empregados

Escrito por: Redação Revista Fórum


Após circular um vídeo nas redes sociais, no qual o proprietário da rede de lojas Havan, Luciano Hang, afirma que faz pesquisas com seus funcionários sobre em quem eles vão votar para presidente e, além disso, pede votos a Jair Bolsonaro e diz que não aceita que eles escolham candidatos de “esquerda”, o Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina (MPT-SC) ingressou, nesta terça-feira (2), com uma ação judicial contra a rede. Na mensagem, Hang ressalta que “se a esquerda ganhar” fechará lojas e demitirá empregados, o que foi considerado pela procuradoria uma forma de coação, de acordo com informações de Marcello Corrêa, de O Globo.

Cabo eleitoral de Jair Bolsonaro (PSL), Hang diz ainda no material que ele “joga a toalha” e vai “repensar nosso planejamento”, antes de fazer ameaças. “Talvez, a Havan não vai abrir mais lojas. E aí se eu não abrir mais lojas ou se nós voltarmos para trás. Você está preparado para sair da Havan? Você está preparado para ganhar a conta da Havan? Você que sonha em ser líder, gerente, e crescer com a Havan, você já imaginou que tudo isso pode acabar no dia 7 de outubro?”

Segundo o empresário, as pesquisas internas mostram que “temos ainda 30% de colaboradores que votarão branco e nulo”. E coage os funcionário. “Depois não adianta reclamar. Se você não for votar, se você anular seu voto, se você votar em branco e depois do dia 07 nosso país lamentavelmente ganha a esquerda e nós vamos virar umaa Venezuela. Vou dizer para vocês, até eu vou jogar a toalha”.


O vídeo foi veiculado em uma rede interna, dirigida a colaboradores. No entanto, passou a circular nas redes sociais na segunda-feira (1). A partir daí o MPT recebeu pelo menos 27 denúncias. O órgão fez uma solicitação de tutela antecipada, para que a Justiça proíba o empresário de pedir votos aos trabalhadores de sua empresa. Agora, a Justiça do Trabalho vai decidir se concede ou não a liminar.

  • Imprimir
  • w"E-mail"
  • Compartilhe esta noticia
  • FaceBook
  • Twitter

Conteúdo Relacionado

Nome:
E-mail:
Título:

TV CUT
João Felício, presidente da CSI, Confederação Sindical Internacional, presta solidariedade a sindicalistas coeranos presos.
João Felício, presidente da CSI, Confederação Sindical Internacional, presta solidariedade a sindicalistas coeranos presos.

João Felício, presidente da CSI, Confederação Sindical Internacional, presta(...)

RÁDIO CUT
Facebook Twitter Contracs Fecesc Fetrace Fetracom-DF Fetracom-PB Fetracs-RN Conexão Sindical Rede Brasil Atual

Todos os Direitos Reservados © CONTRACS
Sede: Quadra 1, Bloco I, Edifício Central, salas 403 a 406 | Setor Comercial Sul | CEP: 70304-900 | Brasília | DF
Telefone:(55 61) 3225-6366 | Fax:(55 61) 3225-6280
Subsede: Avenida Celso Garcia, 3177 | Tatuapé | CEP: 03063-000 | São Paulo | SP
Telefones:(55 11) 2091-6620 / 2091-2253 / 2092-5515 / 2225-1368 | Fax:(55 11) 3209-7496
www.contracs.org.br | contracs@contracs.org.br