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Trabalhadores, estudantes e movimentos ampliam unidade rumo à greve geral dia 14

05/06/2019

Ações em preparação ao dia 14 foram definidas por entidades em plenária no Sindicato dos Químicos de São Paulo. Contracs-CUT esteve presente.

Escrito por: Vanessa Ramos - CUT São Paulo

Na noite desta terça-feira (4), a CUT e demais centrais sindicais – Força Sindical, CTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Nova Central, CGTB, CSB e UGT -, além das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, realizaram plenária nacional para organizar a greve geral em 14 de junho. O principal eixo do encontro foi a luta contra a reforma da Previdência.

A atividade reuniu cerca de 300 pessoas no Sindicato dos Químicos na cidade de São Paulo. As entidades decidiram ampliar assembleias com as categorias em todo país, organizar plenárias nos bairros e intensificar as ações. Nos dias 6 e 7 haverá panfletagem de materiais e diálogo com a população nas cidades; nos dias 8 e 9, as ações em defesa da aposentadoria serão feitas principalmente nas periferias. 

De 10 a 12 serão coletadas assinaturas para o abaixo-assinado contra a reforma da Previdência, além de distribuição de material. Em 13 de junho, véspera da greve, foi definido um dia de agitação e propaganda no estado de São Paulo como forma de reforçar as paralisações, panfletagens e diálogo com a população.

Na plenária, entre as várias categorias presentes, servidores municipais e estaduais, professores, bancários, metalúrgicos, químicos, trabalhadores do saneamento, do vestuário, da saúde, metroviários e outros setores do transporte, jornalistas, radialistas e comerciários, ao lados dos estudantes e movimentos sociais, confirmaram que irão cruzar os braços no dia 14. 

No mesmo dia, além das paralisações, as entidades que compõem as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo também realizarão um ato, a partir das 16h, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, 1578, na Bela Vista. 

Secretário-geral da CUT Brasil, Sérgio Nobre destacou que as mobilizações prévias ao dia 14 estão maiores do que a maior greve geral já organizada pelas entidades, ocorrida em 28 de abril de 2017. “Tenho percorrido muitos estados e percebo como a preparação está grande. Isso é resultado da unidade que temos construído deste o final do ano passado. Vivemos neste momento um retrocesso não apenas nas relações de trabalho, mas de civilização. E não teremos futuro se não for pela nossa unidade”, disse.

No mesmo sentido, ao lado de lideranças de outras centrais sindicais, o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, também falou sobre unidade e lembrou o tamanho dos protestos no último dia 30. “Só na cidade de São Paulo o ato reuniu 300 mil pessoas. Foram gigantes as mobilizações em todo Brasil em defesa da educação e contra a reforma da Previdência. Agora vamos parar tudo, deixar a cidade às moscas. Como professor, eu adianto que iremos paralisar 95% das escolas no estado de São Paulo”, reforçou.

Presidente da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (Umes), Lucas Chen, reforçou o apoio à greve. “Contem com a força dos estudantes porque a nossa luta é pelo futuro do nosso país, para que tenhamos de fato uma nação soberana, um país que dê esperança para a juventude e para a classe trabalhadora.”.

Frentes de luta

Pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Adriana Novaes lembrou a importância da luta das mulheres em um país que, segundo ela, carrega em suas entranhas o machismo, a violência e a misoginia.  

“Estamos nesta plenária dando continuidade ao processo de resistência contra os desmandos do governo Bolsonaro que está se concretizando no desmonte da educação e na reforma da Previdência, medidas que impõem à classe trabalhadora, que sempre foi menos privilegiada, condições ainda piores e a obrigação de trabalhar até morrer”, falou a coordenadora estadual do movimento que compõe a Frente Brasil Popular.

“Estamos construindo uma ampla unidade no país porque a tarefa dos movimentos social e sindical é barrar a reforma da Previdência, que vem para retirar direitos, diferente do que diz esse governo acostumado a fake news. Ela não ataca os privilégios, mas os mais pobres, aumentando a idade e o tempo de contribuição aos que mais necessitam. Esta unidade é muito importante para barrar essa reforma, assim como fizemos no governo (de Michel) Temer”, concluiu.

Plenárias no estado

Na tarde desta terça-feira (4), na capital, metroviários, motoristas, rodoviários, portuários, aeroviários e aeroportuários decidiram em plenária, realizada na sede da CUT, no Brás, participar da greve geral do dia 14. (Leia reportagem de André Accarini para a CUT)

Em Osasco, movimentos social, sindical e partidos políticos da região e de cidades do entorno realizaram plenária com a participação de aproximadamente 100 pessoas. As entidades farão nos próximos dias ações nos bairros centrais dos municípios para dialogar com a população e organizam neste momento as categorias que entrarão em greve. Outras plenárias de organização da greve geral ocorreram hoje nas cidades de Campinas e de Suzano.

Cerca de 100 pessoas participaram do encontro nesta terça (4) em Campinas. A próxima plenária organizativa dos movimentos será dia 10 de junho. No dia 14, as entidades definiram que realizarão atividades culturais pela manhã e ato no final da tarde, além da paralisação de diferentes categorias ao longo do dia.  


Contracs e entidades filiadas presente

A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs-CUT) e as entidades filiadas estiveram presentes no evento, e tem participado ativamente da preparação da Greve Geral e fortalecido a luta contra a reforma da Previdência que pretende acabar com o direito dos trabalhadores e trabalhadoras ter uma aposentadoria digna.

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