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Massacre em Paraisópolis: não foi acidente. “Licença pra matar” de Dória é a grande responsável pelo massacre

03/12/2019

Contracs/CUT se solidariza aos familiares das vítimas e soma a luta pela apuração e punição dos culpado e pelo fim da política de extermínio da juventude pobre, preta e periférica.

Escrito por: Imprensa Contracs

A morte dos 9 jovens, encurralados em vielas do bairro do Paraisópolis (SP) por ação da Polícia Militar na madrugada de sábado (31) para domingo (1º) foi um verdadeiro massacre promovido por uma política de segurança pública que despreza a juventude periférica e prefere a política das armas para resolver questões sociais e culturais. O governador João Dória, que desde o início de seu mandato tem afirmado que em sua gestão a polícia iria atuar para matar, prontamente saiu em defesa da ação militar que desencadeou a morte destes jovens.

É Inaceitável que em uma cidade onde dos 96 distritos, apenas 54 possui sala de cinema e metade deles não tem biblioteca ou teatro e em um bairro que possuí apenas uma quadra recreativa a juventude não tenha condições de buscar formas alternativas de recreação e diversão.

Como afirmou a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em nota “Nas periferias dilaceradas pela ausência de recursos materiais e políticas públicas indispensáveis ao bem-estar, fraternidade e sociabilidade, em que se partilhe a vida com alegria e segurança, compreendemos que nossos jovens pobres e carentes procurem, a seu modo e como podem, oportunidades de lazer e encontro. Cumpre a todas as pessoas de boa vontade e senso ético, particularmente nas instâncias políticas responsáveis pelos aparatos de segurança do Estado, propiciar a todos, principalmente à população mais vulnerável, oportunidades e projetos eficazes que visem à superação da violência e das desigualdades econômicas e sociais. Não é ético nem patriótico que os recursos humanos e materiais sejam instrumentalizados para ferir e eliminar a vida e a dignidade de cada ser humano.”

A Contracs/CUT se solidariza aos familiares das vítimas e soma a luta pela apuração e punição dos culpado e pelo fim da política de extermínio da juventude pobre, preta e periférica. Reforçamos, portanto a convocação do ato que será realizado na quarta-feira, 4/12, a partir das 17h, em frente à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

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