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Em greve, trabalhadores dos Correios farão ato nacional nesta sexta (11)

11/09/2020

Com ato, categoria pretende ampliar a greve, que já dura 24 dias, além de mobilizar sociedade contra a privatização dos Correios. Audiência de conciliação no TST foi marcada para esta sexta, às 15h

Escrito por: André Accarini - Portal CUT

A mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras dos Correios ganha força nesta sexta-feira (11), dia em será realizado um ato nacional em defesa dos direitos da categoria, atacados pela gestão do General Floriano Peixoto, presidente da empresa, e contra a privatização da estatal.

A atividade antecede uma reunião de conciliação entre os Correios e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos (Fentect-CUT), marcada para as 15h, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), convocada pela relatada, ministra Kátia Arruda.

O ato principal, que convocará a categoria para reforçar a greve, será realizado em frente ao prédio-sede dos Correios, em Brasília, a partir das 9h e contará com a solidariedade de outras categorias, segundo o secretário de Comunicação da Fentect-CUT, Emerson Marinho.

“O ato será solidário. Petroleiros, eletricitários, rodoviários, urbanitários, e trabalhadores de outras categorias vão estar lá, reforçando nosso movimento, porque entendem que essa greve não é somente dos trabalhadores dos Correios. Simboliza todos os trabalhadores do Brasil neste momento”, diz o dirigente.

José Rivaldo Silva, Secretário-Geral da Fentect, afirma ainda que todos os sindicatos de base e outras federações, além da CUT e centrais sindicais, apoiarão o ato.

Além deste ato em Brasília, que também terá a presença de parlamentares – deputados e senadores que apoiam o movimento – outros atos serão realizados em várias cidades do país.

“Essa mobilização é importante porque e reforça o movimento grevista reafirmando nossa luta em defesa dos nossos direitos e contra a privatização dos Correios”, conclui Emerson Marinho.

O presidente da CUT, Sérgio Nobre mandou uma mensagem de apoio à categoria.

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24 dias de greve

A greve dos Correios teve início no dia 17 de agosto e até agora não houve nenhuma sinalização de negociação por parta da empresa, a fim de rever a retirada de 70 das 79 cláusulas do acordo coletivo dos trabalhadores. A luta também é contra a redução salarial pretendida pela empresa durante a pandemia.

"A empresa, em plena pandemia, quer reduzir a nossa remuneração salarial em mais de 40%, então nós não podemos aceitar isso em hipótese alguma", afirma o Coordenador Geral da Fentect, José Rivaldo Silva.

A avaliação da Fentect-CUT é de que a adesão dos trabalhadores ainda é forte. Segundo levantamento da entidade, a paralisação abrange cerca de 65% da categoria em todo o Brasil. Emerson Marinho reforça que o ato nacional desta sexta-feira tem como objetivo ampliar o movimento grevista.

Luta contra a privatização tratada como piada
Na terça-feira (8), o ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD-RN), participou de um programa humorístico da rádio Jovem Pan, o Pânico, quando afirmou que a greve dos trabalhadores dos Correios é “totalmente inadequada” durante a pandemia do novo coronavírus.

No dia seguinte, o ministro repetiu a afirmação em suas redes sociais, dizendo ainda que “no momento da privatização da empresa, todos terão oportunidade de levar suas demandas ao Congresso Nacional.

Para Emerson Marinho, “inadequado” e mais que isso, “inadmissível” é a retirada de direitos e da remuneração dos trabalhadores, “se aproveitando deste momento [de pandemia]”.

Audiência no TST
Ainda nesta sexta-feira, será realizada uma audiência de conciliação entre a Fentect-CUT e os Correios. Marcada paras às 15h pela ministra do TST, Kátia Arruda, por meio de despacho, a reunião tem por objetivo chegar a uma solução negociada para o conflito. Porém, José Rivaldo Silva, Secretário-Geral de Comunicação da Fentect, afirma que não grandes expectativas de um acordo.

“Não dá para esperar muito da reunião. Já tentamos duas vezes mas o problema é o General Floriano Peixoto [presidente dos Correios], que tem como estratégia não negociar e usar o TST para aplicar derrota aos trabalhadores”, diz José Rivaldo.

Apesar disso, o dirigente afirma ter esperança de que o TST seja “o local onde a justiça seja guardiã dos direitos dos trabalhadores”.

Em nota, a Fentect afirmou que “participará da reunião marcada pela ministra Kátia Arruda, com espírito de boa fé e disposição para negociação tendo como pilares centrais a manutenção de todos os direitos que a direção da ECT insiste em retirar”.

A nota diz ainda que “a luta ainda não acabou e o tamanho da vitória estará na disposição de lutar por ela”. José Rivaldo Silva complementa dizendo aos trabalhadores que “mantenham o espírito de luta nessa greve para derrotar o governo Bolsonaro”.

A mobilização desta sexta-feira também será feita por meio das redes sociais, com o uso das hashtags #EuApoioAGreveDosCorreios, #Correiosemgreve, #ForaBolsonaro, #ForaFlorianoPeixoto.

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