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Com derrubada de liminares contra bloqueios, cresce adesão à greve dos caminhoneiros

03/11/2021

Justiça atendeu governo Bolsonaro e concedeu 29 liminares impedindo bloqueios nas estradas e estabelecendo multas de até R$ 1 milhão. CNTTL, Abrava e CNRTC recorreram e já derrubaram 11

Escrito por: Redação CUT

 
 
Cresceu a adesão dos caminhoneiros autônomos à greve, que teve início no dia 1º de novembro, depois da derrubada de 11 das 29 liminares que o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) conseguiu na Justiça para impedir a paralisação da categoria. A greve é contra os abusivos aumentos de preços do óleo diesel, pelo fim da política de Preços de Paridade de Importação (PPI) da Petrobras e por direitos, como aumento do valor do frete e aposentadoria.
 
Em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como “Chorão”, disse que foram derrubadas liminares que impedem bloqueios nas estradas nos estados de Minas Gerais, Goiás, pará, Tocantins, Amazonas, Bahia, Maranhão, Piaiuí e Roraima.
 
As entidades que representam os trabalhadores,  Abrava, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), e o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas  (CNRTC) estão tentando derrubar as outras liminares.  
 
De acordo com a CNTTL, caminhoneiros autônomos estão mandando vários videos de diversos pontos do país mostrando que os trabalhadores aderiram à greve, apesar de não ter bloqueio das estradas. As liminares que o governo conseguiu na Justiça impõem multas que podem chegar a R$ 1 milhão por pessoa jurídica que apoiar a paralisação das estradas e de R$ 10 mil para os trabalhadores.
 
Balanço da CNTTL divulgado às 20h46 desta terça-feira (2) relatou paralisações e protestos na Bahia (Porto de Salvador), Santos (Porto de Santos), São José dos Pinhais (Paraná), Barra Mansa (Rio de Janeiro),Volta Redonda (RJ) e Ijuí (Rio Grande do Sul).
 
Os caminhoneiros da cidade de Santo Augusto (RS) também aderiram ao movimento e iniciam protesto no trevo da cidade nesta quarta-feira (3).
 
Nas redes sociais da CNTTL e do CNRTC já foram postados diversos vídeos com bloqueios pacíficos  na madrugada desta quarta-feira (3).
 
A orientação das entidades é a de que onde as liminares ainda não foram derrubadas, os caminhoneiros não circulem.
 
Tanto Chorão, quanto as outras lideranças sindicais da categoria convocam a população, os motoboys, os taxistas e motoristas de aplicativos a apoiar a greve. “Essa luta não é só nossa não, é de toda a população para reduzir os preços dos combustíveis”, disse Chorão no vídeo.
 
Pelo fim da PPI da Petrobras
 
Para os dirigentes da CNTTL, Abrava e CNRTC, o governo precisa mudar a política de Preços de Paridade de Importação (PPI) adotada pela Petrobras para reajustar os preços dos combustíveis no Brasil com base na cotação do dólar e do barril de petróleo. A política foi implementada pelo golpista Michel Temer (MDB-SP) e mantida por Bolsonaro.
 
Leia mais: Entenda por que Bolsonaro e Temer são os culpados pela alta dos combustíveis
 
Essa política é responsável pelos aumentos abusivos nos preços dos combustíveis. Só o óleo diesel, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, subiu 33% em 12 meses e a "inflação dos motoristas" alcançou 18,46%, no acumulado dos últimos doze meses, até outubro, o dobro da média geral do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela FGV, que acumulada alta de 9,57% no mesmo período.
 
Outras reivindicações
 
Os caminhoneiros também lutam para que o Senado Federal avance no retorno da aposentadoria especial após 25 anos de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e celeridade no julgamento da constitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da Lei Piso Mínimo de Frete (nº 13.703/2018).
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