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Por um Brasil justo e igualitário, fora Bolsonaro!

11/03/2022

Em homenagem a luta das mulheres, o presidente da Contracs-CUT, Julimar Roberto, faz uma importante crítica social sobre o desmonte das políticas públicas voltadas ao segmento

Escrito por: Julimar Roberto

 
 
Os direitos das mulheres sempre foram atacados. A história mostra que, nos momentos de crise política, sanitária ou econômica, são elas as primeiras prejudicadas. E, no governo Bolsonaro ─ que nunca mediu esforços para demonstrar desprezo pela figura da mulher mesmo quando deputado ─ não foi diferente. Os retrocessos foram ampliados e não há perspectiva de mudanças enquanto o capitão reformado estiver no poder. 
 
É bem verdade que seus aliados, preocupados com sua imagem, até tentam divulgar supostas ações voltadas ao público feminino. A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos do Brasil, Damares Alves, por exemplo, chegou a dizer que a gestão bolsonarista é a "mais cor de rosa da história". Mas nada disso é suficiente para mudar a aversão das mulheres pelo gestor. Prova disso é que a rejeição por Bolsonaro é bem maior entre o grupo.
 
E essa objeção não é por acaso. A realidade é que as mulheres brasileiras estão desamparadas, sem políticas públicas de qualidade, e sofrem diversos tipos de violência diariamente. Para se ter ideia, os investimentos para o combate à violência contra o público feminino feitos pelo Ministério de Damares caíram ao menor patamar no governo Bolsonaro.
 
De acordo com levantamento do Instituto de Estudos Socioeconômicos, a aplicação de recursos da pasta prevista para 2022 é de R$ 43,2 mi, três vezes menor do que o montante alocado em 2020, que foi de R$ 132,5 mi. Não bastasse o valor insuficiente, a execução é extremamente precária e quase imperceptível.
 
Como reflexo desse descaso, os números de violência contra a mulher apresentaram significativo aumento. Um relatório feito pelo Datafolha para o Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontou que, até novembro de 2021, 17 milhões de mulheres tinham sofrido algum tipo de agressão e quase 49% dos casos ocorrem no ambiente doméstico. 
 
Aja resistência! Na última terça, 8 de março, Dia de Luta Pelos Direitos das Mulheres, milhares de militantes foram às ruas em todo o Brasil contra a política machista e misógina de Bolsonaro. O número significativo reforça a certeza de que as mulheres, unidas, são capazes de derrubar esse governo e de reconquistar seus direitos adquiridos em lutas históricas. 
 
Que em outubro essa luta seja unificada. Que todos, todas e todes se juntem no mesmo propósito: pôr fim aos ataques desenfreados à vida, aos direitos, à democracia e a tudo que representa a figura asquerosa de Bolsonaro. Ele pode até não acreditar, mas será derrotado pela classe trabalhadora ─ a que tanto despreza. Será um novo começo para o povo brasileiro e para nossa luta por igualdade em todos os espaços!
 
Sigamos em luta!
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