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Mais de mil economistas assinam manifesto em apoio a Lula

14/06/2022

Segundo os signatários, Bolsonaro instaurou um “projeto autodestrutivo que tenta viabilizar um golpe e nos levou às portas da barbárie”

Escrito por: Redação RBA

 

 

São Paulo – Diante da profundidade e das múltiplas dimensões da crise social, política, econômica e ambiental instalada no país, mais de 1.100 economistas assinam manifesto pela democracia e contra a barbárie e em apoio à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento é uma iniciativa da Associação Brasileira de Economistas pela Democracia. E enfatiza que o atual presidente, Jair Bolsonaro, “em vários momentos, tentou viabilizar um golpe”. O governo instaurou um “projeto autodestrutivo que nos levou às portas da barbárie”, dizem os economistas.
 
O texto é assinado por Luiz Gonzaga Belluzzo, Leda Paulani, Marcio Pochmann, Guilherme Mello, Pedro Rossi, Eduardo Costa Pinto, Sérgio Gabrielli, Jorge Mattoso, Marco Antonio Rocha e Tereza Campello, entre outros. Eles afirmam que “o retorno do Brasil a uma trajetória de progresso civilizatório passa, necessariamente, pela eleição da chapa Lula-Alckmin no primeiro turno das eleições gerais”.
 
Pária mundial
O chefe de governo busca intimidar o Supremo Tribunal Federal (STF), acena com a clara possiblidade de questionar os resultados das eleições em 2022 e “tenta persistentemente violar a liberdade de expressão daqueles contrários ao seu projeto”, diz o texto. As atitudes de Bolsonaro “geram instabilidade política, tornam o país um pária na comunidade internacional e afetam negativamente a economia”, continua.
 
Nesta terça-feira (14), na abertura do Fórum de Investimentos Brasil 2022, em São Paulo, como quase todos os dias, o chefe do governo voltou a atacar o ministro Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). “Parabéns, ministro Fachin, tremenda colaboração com a bandidagem, o narcotráfico”, afirmou, por exemplo, em referência a decisão do ministro (confirmada pelo plenário) que limitou as operações policiais em comunidades do estado do Rio de Janeiro durante a pandemia da covid-19.
 
“Ditadura neofascista”
Segundo os signatários do manifesto, as tentativas de enfraquecimento das instituições por parte do presidente e seus seguidores objetivam a instauração de “um sistema político autoritário, uma ditadura neofascista sustentada por polícias e milícias armadas”.
 
Em sua área de atuação, os signatários afirmam que a condução da política econômica causa o “desmonte do parque produtivo nacional, conduzindo o país segundo uma economia neocolonial, assentada na exportação de mercadorias de baixo valor agregado e em uma base produtiva que se reprimariza e desindustrializa progressivamente”.
 
Pela extinção do teto de gastos
Entre medidas concretas, defendem a extinção do teto de gastos e a criação de um novo modelo fiscal, a partir do qual o governo federal retome seu papel de principal impulsionador do crescimento. Segundo eles, “o ciclo vicioso predominante de estagnação econômica, alto desemprego, fome e insegurança alimentar somente será revertido com a construção de sólido programa de investimentos em infraestrutura econômica, urbana e social, com destaque para iniciativas que reduzam desigualdades sociais e regionais”.
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