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Contracs realiza III Oficina de Comunicação no Ceará

16/09/2014

Evento é regional e acontecerá em todo o País

Escrito por: Contracs - Adriana Franco

A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs/CUT) realizou na última quinta-feira, dia 11, a III Oficina Estadual de Comunicação. Desta vez, o evento aconteceu em Fortaleza (CE) e prestigiou a região nordeste com um debate da conjuntura sobre mídia e eleições.
 
Participou da abertura o secretário de comunicação da Contracs Alexandre Carmo; o secretário de organização e política sindical da confederação, Valeir Ertle e o presidente Alci Matos Araujo. Para representar a Federação dos Trabalhadores, Empregados e Empregadas no comércio e serviços do estado do Ceará (Fetrace), participou o presidente Elizeu Rodrigues e o secretário de comunicação e imprensa Francisco Luis Neto, que também é membro do coletivo de comunicação da Contracs. Representando a CUT-Ceará, o dirigente do sindicato dos textêis Francisco Sobrinho integrou à mesa ao lado de Darcy de Oliveira, do Sindicato dos Comerciários de Fortaleza, que representou as mulheres.
 
A mesa debateu a conjuntura eleitoral e a mídia e contou com a exposição de Alexandre Carmo, secretário de comunicação da Contracs; e de Valeir Ertle, secretário de organização e política sindical da Contracs.
 
Alexandre Carmo iniciou a mesa fazendo uma prestação de contas de sua secretaria e, depois, entrou no tema Conjuntura eleitoral e a mídia, destacando principalmente que a mídia como está posta no Brasil foi criada durante o regime militar. “Foi durante a ditadura que fez-se o primeiro uso político da imprensa com a censura e o apoio das empresas de comunicação ao golpe.”
 
O dirigente pontuou que hoje os políticos disputam visibilidade pelos meios de comunicação, fazendo com que a disputa eleitoral se concentre em pessoas e não em propostas políticas alternativas. Alexandre também destacou que a imprensa alterou a forma como as pessoas participam do processo político, uma vez que é intermediadora. “Sendo assim, os eventos políticos passaram a ser planejados como eventos para tevê e o contato direto com o eleitor foi substituído pelo contato mediado pelos meios eletrônicos.” 
 
Alexandre pontuou ainda que as empresas de comunicação são atores econômicos fundamentais, pois são empresas que fazem parte de grandes conglomerados internacionais. Isso, segundo ele, demonstra a necessidade de se fazer um novo marco regulatório para as comunicações, que continua regido por uma lei da década de 1960.
 
Ao tratar da imprensa nacional, o secretário de comunicação destacou que no Brasil poucas famílias controlam todo o conglomerado midiático e são ligados a grupos políticos e de elite. “Dessa forma, o poder da mídia no Brasil torna-se muito grande.”
 
Em seguida, o dirigente sindical apontou caminhos fundamentais para as entidades do movimento sindical, tais como: eleger candidatos comprometidos com a classe trabalhadora e dialogar com os trabalhadores apontando propostas e candidatos que dialoguem com as necessidades das categorias.
 
Por último, o secretário de comunicação destacou o ataque que o movimento sindical precisa fazer às questões estruturantes da comunicação através do abaixo-assinado por um projeto de iniciativa popular que regulamente a CF e democratize a mídia. Alexandre lembrou que as entidades participantes do I Encontro Nacional de Comunicação se comprometeram com o colhimento de assinaturas, mas não deram nenhum retorno para a confederação.
 
Em seguida, o secretário de organização e política sindical da Contracs, Valeir Ertle, tratou do cenário político e eleitoral e destacou a presença de muitos jovens que estavam no auditório e que não presenciaram a política do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Então, é importante colocar para os jovens como foi esta política e de como é hoje e as transformações sociais que tiveram.” 
 
O secretário de organização e política sindical da Contracs pontuou como a mídia aborda os pontos negativos do governo e como usa, por exemplo, informações a seu favor, como é o caso da redução de número de postos de trabalho. “Sabemos que vivemos uma situação de quase pleno emprego, então não tem como criar tantos empregos como se criava há um ano atrás, mas mesmo assim tem crescido.” 
 
O dirigente destacou que apesar dos avanços ainda há desafios a serem enfrentados e, neste sentido, destacou a Plataforma de Propostas da CUT, que este ano foi entregue apenas à candidata Dilma na busca de propostas que sejam positivas para a Classe Trabalhadora, tal como a reforma política, o fim do fator previdenciário, a redução da jornada de trabalho ano a ano.
 
Em relação à imprensa, Valeir destacou todo o trabalho que a mídia tem feito nas eleições de 2014 favorecendo Marina Silva com o objetivo de derrubar a então presidenta Dilma Roussef. “A Marina tem o discurso muito afinado com a mídia e, por isso, tanto a mídia impressa quanto a falada dão preferência a ela. Por isso, é preciso estar atento aos debates e às propostas apresentadas pela candidata que estão sujeitas aos interesses do capital.”
 
Debate
Após as falas, o plenário foi aberto para debate.
 
O vice-presidente da Contracs e dirigente do Sindicato dos Comerciários de Fortaleza, Romildo Miranda, afirmou que é inadmissível que em um país com mais de 200 milhões de pessoas apenas seis famílias controlem toda a mídia. 
 
Luiz Nogueira, secretário de comunicação e imprensa do SEC Fortaleza, destacou que a imprensa tem lado e o mesmo acontece com os jornais dos sindicatos, que devem ter o lado dos trabalhadores. “Quem é que está junto com os trabalhadores? Quem é que sabe o que os trabalhadores querem ouvir? Nós vamos fazer um jornal para nós ou para os trabalhadores?”
 
O diretor da Contracs e do SEC Iguatu, Claudemir Brito, levantou o questionamento do motivo que as pessoas desligam a tevê e o rádio nos horários eleitorais. “A mídia faz a diferença na hora de colocar os políticos no poder. Então, a gente tem que perguntar onde está a participação desta mídia e como ela está atuando porque se a lei permite ‘democratizar’ o horário eleitoral para todos os partidos e democratizar está entre aspas porque aí vem todas as coligações, mas se com este tempo não atingir a população não vai adiantar nada o resto do dia todinho a mídia ficar apresentando os projetos todos e, justamente, os projetos da elite para ir para o poder.” Claudemir aconselhou que o movimento sindical fique antenado porque se não há espaço na grande imprensa, os sindicatos devem usar a pequena mídia e os espaços que possuem.
 
Pedro de Oliveira, do Sintec-CE, ressaltou que diversos projetos tramitam no Congresso, mas até hoje nenhuma televisão para os trabalhadores foi aprovada e emendou: “Hoje, a referência dos jovens é a grande mídia. O PT e o movimento sindical tem que fazer uma autocrítica neste momento. Há a necessidade de todos os companheiros terem em mente que é preciso ir para a rua e combater o que está se tentando e o que já se tentou colocar em vigor neste país, que é o projeto neoliberal com o sistema político.”
 
Após as falas a mesa pode fazer algumas ponderações. Na parte da tarde, a oficina contou com uma prestação de contas e uma celebração pelos 24 anos da Contracs.
 
Oficinas de Comunicação
Como demanda do coletivo de comunicação, as oficinas estão sendo realizadas regionalmente. Antes do nordeste, a região sudeste e centro-oeste também já receberam as oficinas. As próximas acontecerão em novembro e dezembro, na região norte (Manaus) e na região sul (Porto Alegre), respectivamente.
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