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Ato Global contra abusos do Mc Donald’s reúne centenas de pessoas na Paulista

15/04/2016

Ação também ocorreu em vários estados e integrou o movimento contra a rede McDonald’s em diversos países

Escrito por: Lauany Rosa/ Contracs

Centrais sindicais nacionais e internacionais, confederações e sindicatos de todo o país e do mundo uniram forças nesta quinta-feira (14) para lutar em defesa dos trabalhadores/as da rede multinacional McDonald’s. Acúmulo de função, falta de equipamentos de proteção individual, assédio e salários inferiores ao mínimo estavam entre as principais denúncias.

Em São Paulo, o ato ocorreu na região da Avenida Paulista. A concentração do protesto começou às 10h, no vão livre do Masp, e seguiu em passeata até o prédio do Ministério do Trabalho, localizado na República.  Com a campanha #SemDireitosNãoéLegal, a ação contou com a participação da CUT e demais centrais nacionais, e das entidades sindicais internacionais SEIU e UITA.

Representando a Central Única dos Trabalhadores no ato, a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs/CUT) contou com a participação de sindicatos do setor hoteleiro do interior e baixada santista, além do apoio de entidades de outros ramos que integraram a ação para denunciar as práticas irregulares do McDonald’s.

A ação Global foi realizada em vários países do mundo inteiro. Além do grande Ato Global na região central de São Paulo, outros atos ocorreram simultaneamente em Brasília, Manaus, Natal e mais de 40 países.

No Brasil, entre as principais denúncias contra a multinacional estão o fornecimento de lanches da rede como alimentação para os trabalhadores; a prática da jornada móvel e variável; o cúmulo de funções, pois o mesmo funcionário que limpa os banheiros, fica no caixa e nas chapas de preparo do lanche; baixos salários que por vezes não alcançam o mínimo nacional; a falta de equipamentos de proteção individual como luvas, óculos, botas, capas de proteção, entre outros.

O coordenador da região Sudeste da Contracs, Antonio Carlos, ressaltou a importância da participação da confederação e dos sindicatos nesta ação global, “As práticas da rede McDonalds são lesivas a classe trabalhadora, principalmente aos jovens que são explorados e expostos a riscos. Não poderíamos ficar fora de uma ação como esta, uma vez que defendemos o trabalho decente e a ampliação de direitos”.

Para Octaciano de Oliveira, coordenador do Comitê Sindical de Trabalhadores/as de Comidas Rápidas, o ato é importante  para que os direitos dos trabalhadores/as que atuam no Brasil e no mundo sejam respeitados. “Por meio da Ação Global conseguimos unir forças e chamar a atenção de todos para um problema que não ocorre apenas no Brasil. Centenas de milhares de trabalhadores estão sendo desrespeitados no mundo inteiro. Precisamos denunciar essas práticas e reverter essa situação para que o trabalho digno seja garantido”.

O presidente da Contracs, Alci Matos Araújo, lembrou a todos que o ato não é apenas voltado para os trabalhadores, mas também para empresa. “Estamos tentando orientar o McDonald’s sobre os hábitos trabalhistas brasileiros, o ato é para denunciar e chamar atenção sobre o que está errado. Queremos que os direitos sejam respeitados, que os trabalhadores tenham condições adequadas de trabalho, com alimentação e salários dignos, saúde e segurança”.

O representante da SEIU nos Estados Unidos, Canadá e América Latina, Joe Simões ressaltou que a luta é global e ocorre em 40 países, e em mais de 300 cidades dos Estados Unidos – país de origem da multinacional. “Essa empresa desrespeita os direitos dos trabalhadores no mundo inteiro. Mas nós não vamos deixar mais o McDonald’s explorar esses trabalhadores. Estamos juntos para lutar e exigir as mudanças”.

O ato terminou em frente ao prédio do Ministério do Trabalho em São Paulo, onde o superintendente regional do trabalho e emprego do Estado de São Paulo, Luís Cláudio Marcolino recebeu as reinvindicações e denúncias contra o McDonald’s e comprometeu-se a abrir um processo de investigação. “A superintendência junto ao Ministério do Trabalho já vem desenvolvendo uma ação permanente de fiscalização nas empresas do McDonald’s, com essas denúncias daremos continuidade e faremos cobranças para que haja o cumprimento de jornada e direitos”. 

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