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Seminário da CUT debate ameaças do governo Temer às mulheres

05/07/2016

Trabalhadoras discutem estratégias de enfrentamento ao governo golpista e machista

Escrito por: Eris Dias e Marina Maria/Contracs

Com o objetivo de esclarecer e organizar as mulheres trabalhadoras para o enfrentamento aos retrocessos e retiradas de direitos promovidos pelo governo interino e golpista de Michel Temer, o Seminário de Mulheres - Trabalhadoras em luta, reuniu representantes de vários sindicatos CUTistas na última segunda-feira (4), no Clube dos Comerciários/DF, no qual debateram sobre a resistência da mulheres contra o projeto machista e patriarcal que já está sendo implementado no país.

Para sindicalistas, parlamentares e militantes de movimentos sociais presentes no seminário, Temer demonstra que não está do lado das mulheres, tanto pela ausência das mesmas nos mais altos cargos de poder quanto pelo desmonte de políticas públicas, como foi o caso da fusão da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Direitos Humanos e Promoção da Igualdade Racial, que agora integram o Ministério da Justiça.

Presente no Seminário, a senadora Gleisi Hoffman fez referência à Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres: “Ela foi fruto da luta de mulheres desse país e agora está nas mãos de um ministro altamente conservador e machista. Uma pessoa que defende a continuidade da gestação indesejada mesmo nos casos em que a nossa Lei permite interromper”, afirmou. Para a Senadora, o Congresso vive hoje os seus piores dias. “Vivemos um momento dentro do parlamento em que temos medo de colocar algum Projeto de Lei para as mulheres e retroceder mais ainda nos nossos direitos por causa das emendas prejudiciais que farão”, revelou a parlamentar.

Desafios do movimento sindical
A diretora da Contracs/CUT e também diretora executiva da CUT, Mara Feltes, acredita que o movimento sindical tem um papel estratégico na luta contra o golpe e retirada de direito. “Mesmo depois de todo apelo contrário que a mídia golpista fez em 2013, nós fomos às ruas e reelegemos Dilma Rousseff em 2014”, lembrou. Para Mara, além de contínua, a luta deve ser mais combativa ainda. “É fator determinante que coloquemos todas as energias para que esse golpe não seja consolidado, e assim não permitir que haja mais retrocessos e nem retirada de direitos”, conclamou Mara.

A sindicalista também lembrou que a tomada de poder de Michel Temer afeta diretamente todas as classes sociais e esferas dos serviços públicos. Na Câmara Federal, por exemplo, são 55 projetos tramitando contra os trabalhadores/as, onde todos atacam direitos já conquistados. Segundo Mara, o que resta é lutar e resistir. “A luta, portanto, é absolutamente necessária neste momento muito difícil, contudo sairemos vitoriosas”.

Combativas no Parlamento
Presente ao encontro, a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), ex-presidente da CUT/DF, exaltou a organização e a força das mulheres. “Todas as conquistas foram tecidas com muita dor e coragem neste País onde já legalmente foi permitido o castigo às mulheres e crianças”. Ao comentar a situação politica, Erika lembrou que “vivemos a ruptura democrática e a retirada de direitos, uma vez que a democracia é a mãe de todos os direitos”, frisou.

Representante das trabalhadoras nos segmentos do comércio e serviços, a Contracs considera que o Seminário, além de ser mais um espaço para as vozes femininas contra as ações fascistas que veem tentando silenciar o grito pela democracia, veio fortalecer a luta das mulheres para impedir retrocessos e organizar a resistência aos ataques do governo interino de Temer, por isso, parabeniza pela a ação e considera imprescindível a organização das companheiras de luta.
 

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