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Categorias devem se unir para campanhas salariais conjuntas

03/07/2018

Durante encontro do Macrossetor de Serviços da CUT, lideranças apontam necessidade de ousadia para pensar ações conjuntas contra problemas comuns

Escrito por: Contracs - Luiz Carvalho


No primeiro dos dois dias do Seminário do Macrossetor Serviços da CUT, que acontece terça (3) e quarta-feira (4) na sede do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em São Paulo, a Contracs (Confederação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços), apontou a necessidade de as organizações sindicais irem para além do discurso conjunto.

Durante o encontro, o presidente Alci Matos ressaltou que o momento exige utilizar experiências vitoriosas, como a campanha salarial unificada dos trabalhadores bancários, para aplicar em experiências de negociação intercategorias.

“Nossa grande pauta no debate do macrossetor é buscar unidade de categorias para ter maior capacidade de organização interna e coletiva. Produzimos estratégia entre os setores para reduzirmos o trabalho precário que atinge todas as categorias. No comércio e serviço é onde está a maior rotatividade, os mais baixos salários e a terceirização precária, mas, mesmo que em menor proporção, isso também se repete em outros segmentos”, apontou.

Na avaliação do secretário-geral da Contracs, Antônio Almeida, a solidariedade torna-se obrigatória neste momento para a sobrevivência do movimento sindical.

“Temos de convergir não só no tom do discurso, mas também nas pautas das campanhas salariais e na divisão da estrutura. Precisamos mudar a forma de pensar as organizações sindicais e a Contracs, como um mini macrossetor, pode dividir essa experiência”, avaliou.

Visão de pais

Além de questões relacionadas à campanha salarial em tempos de crise e ao roubo de direitos, a primeira edição do encontro que reúne entidades dos setores financeiro, da educação, transporte, segurança, comunicação comércio e serviços apontou a necessidade de defender a democracia com a garantia de eleições e a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para as categorias, somente com a revogação das medidas adotadas pelo golpista Michel Temer (PMDB), como a PEC dos gastos públicos, a terceirização sem limites, as privatizações e a própria Reforma Trabalhista será possível reestabelecer um ambiente de desenvolvimento com distribuição de renda.

Em meio ao crescimento das mídias sociais e de novas formas de organização da classe trabalhadora, que teve como um dos principais expoentes a recente greve de caminhoneiros organizada em grupos de troca de mensagens, a unidade dos setores se torna questão inadiável.

Doutora em Ciências Sociais pela Unicamp Ludmila Abílio indicou como um dos fantasmas a ser observado pelos movimentos sindical a tendência de ‘uberização’ do trabalho, uma forma de precarizar, dividir e desproteger os trabalhadores sob o argumento de diminuir custos sociais e gerar mais emprego.

“Vemos o crescimento do trabalho por aplicativo em que se joga o trabalhador para gerenciar o seu trabalho e criar alta rotatividade dentro da classe. Com isso, você afeta o discurso de atuação conjunta por meio da ideia de competitividade e essa é a essência da reforma trabalhista. Uma medida que reduz o trabalhador a um ponto de produção, disponível conforme a necessidade”, definiu.

Outro ponto em debate foi a forma como a precazição tem sido visto vendida por alguns setores da economia como a única saída para a crise e, em especial no comércio e serviços o grande desafio é a manutenção da carteira de trabalho em oposição a propostas de trabalho intermitente.

“Nossa esperança deve ser depositada na organização e na retomada da ideia de classe trabalhadora, de atuação conjunta”, afirmou o diretor da Fundação Perseu Abramo Artur Henrique.

 

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