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Bolsa mamata: amigos e parentes do alto escalão do governo são promovidos e triplicam salários

11/01/2019

Aos amigos, tudo, aos inimigos a ‘lei’. Esta é a prática do governo de extrema direita de Bolsonaro, que promove parentes e amigos e manda demitir funcionários de carreira de governos anteriores

Escrito por: Portal da CUT - Rosely Rocha


Mal começou a gestão e Jair Bolsonaro (PSL/RJ), que venceu as eleições presidenciais pregando em sua campanha a ‘moralização’ e o fim da suposta ‘mamata’ que ocorreria nas nomeações de governos anteriores, faz justamente o oposto do que diz o seu discurso. A indicação de amigos pessoais para cargos estratégicos das estatais é verdadeira prática de Bolsonaro ao assumir o governo.

A primeira nomeação que chamou a atenção foi a de Antônio Hamilton Rossel Mourão, filho do vice-presidente Hamilton Mourão, para ser assessor do presidente do Banco do Brasil com salário triplicado de R$ 12 para R$ 36 mil.

O general Mourão chegou a dizer que seu filho merecia a indicação por ter sido “perseguido” nos governos do PT. No entanto, a imprensa divulgou que Antônio foi promovido oito vezes no Banco do Brasil durante os governos Lula e Dilma.

Nessa quinta-feira (10), foi a vez de Bolsonaro indicar Carlos Victor Guerra Nagem, a quem se referiu, em 2016, como "amigo particular", para o cargo da gerência executiva de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobras, também com um reajuste salarial três vezes maior ao que ganhava, de R$ 15 mil para R$ 50 mil por mês.

Embora os dois indicados sejam funcionários de carreira, os trabalhadores e trabalhadoras, tanto do Banco do Brasil como da Petrobras, estranham o fato do ‘salto triplo” nos salários, que não são comuns nas empresas.

Bolsonaro tentou minimizar a indicação do amigo pessoal à gerência da Petrobras apagando uma mensagem no Twitter, publicada às 23h16 de ontem, em que afirmava que a "a era do indicado sem capacitação técnica acabou, mesmo que muitos não gostem. Estamos no caminho certo!". Ele ainda acrescentou à postagem a descrição do currículo de Nagem.

Meia hora depois, às 23h49, Bolsonaro retirou o trecho que se referia à capacitação técnica e publicou um novo texto: "A seguir o currículo do novo Gerente Executivo de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobras, mesmo que muitos não gostem, estamos no caminho certo!".

O senador Humberto Costa (PT-PE) ironizou a nomeação do presidente também via redes sociais. "A era dos apadrinhados chegou. Agora, vale tudo pelos amigos e parentes", disse, em referência às publicações feitas pelo presidente no Twitter.

Mais amigos nomeados

O governo de Bolsonaro já havia feito a nomeação de um outro "amigo" na semana passada. Alex Carreiro foi nomeado para gerir a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), após indicação de Eduardo Bolsonaro, deputado federal eleito e filho do presidente da República, de quem é amigo pessoal.

Ele foi empossado no último dia 3 e exonerado do cargo na quarta-feira (9), após conflitos sobre nomeações de cargos na entidade com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Perseguição a funcionários de carreira

Enquanto promove amigos e parentes, o governo Bolsonaro persegue funcionários de carreira que prestaram serviços a governos de diversos partidos: PDSB, PT e MDB. O ministro da Casa Civil, Onix Lorenzoni , chegou a demitir 300 funcionários da sua pasta, dizendo que queria ‘despetizar’ toda a estrutura governamental, mas teve de rever sua decisão e chamar muitos servidores de volta para que não paralisasse totalmente a máquina do governo.

 

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