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Contracs reafirma repúdio à reforma da Previdência

24/04/2019

Moção divulgada no congresso da confederação aponta que não há diálogo possível sobre proposta que deseja roubar direitos

Escrito por: Contracs - Luiz Carvalho

Durante o 10º Congresso da Contracs, que aconteceu em Brasília entre os dias 26 e 28 de março, os delegados representantes de sindicatos do comércio e serviços aprovaram uma moção de repúdio à reforma da Previdência.

O texto destaca os terríveis ataques à garantia de um futuro digno para a classe trabalhadora e destaca que a confederação não compactua com qualquer medida que lance a população brasileira à miséria.

Para isso, não faltará luta e mobilização, aponta a moção aprovada por unanimidade.

Confira abaixo o texto.

MOÇÃO DE REPÚDIO À REFORMA DA PREVIDÊNCIA

O 10º Congresso Nacional dos trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT, com 318 delegados e delegadas reunidos em Brasília nos dias 26, 27 e 28 de março de 2019, repudiam a proposta de reforma da Previdência que vem sendo discutida, pois traz prejuízos gravíssimos aos trabalhadores e trabalhadoras do país.

A PEC 06/2019 altera regras para aposentadoria e não poupa a grande maioria dos brasileiros que vêem cada vez mais distante o sonho de se aposentar, já que aumenta a idade mínima, o tempo de contribuição, terceiriza a gestão para o setor financeiro opor meio de capitalização, eleva a idade mínima do Benefício de Prestação Continuada e ataca frontalmente com um cinismo sem precedente as mulheres trabalhadoras.

Sabemos que os trabalhadores do ramo de comércio e serviços iniciam sua vida profissional bem cedo, a maioria por volta dos 14 anos, mas também sabemos que a maioria desenvolve atividades de maneira informal. Além de serem categorias com grande participação das mulheres que exercem dupla jornada, aliando o trabalho fora de casa com os cuidados em relação à família.

Logo, percebe-se que a postura do governo em não avaliar as diferenças de condições de trabalho representa seu compromisso com o mercado financeiro, acima de tudo, e não com a maior parte do Brasil, que realmente faz a economia girar.

Consideramos que o enfrentamento é urgente, pois é iminente o aumento da pobreza e miséria com a aprovação da reforma previdenciária, que pode piorar ainda mais com a Lei Complementar que virá posteriormente e consequentemente impedir o acesso a direitos.

A presente PEC não é uma reforma, pois a simbologia da palavra nos remete a melhorias. Ao contrário, a medida representa retrocessos nas políticas e direitos sociais.

Juntos, trabalhadores de todo o Brasil, lutaremos pelos nossos direitos! Todo o poder emana do povo e se os representantes eleitos ferem os seus direitos, a resistência virá das ruas por justiça, liberdade e igualdade.

 

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