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Marcha de seis dias denuncia um ano do crime da Vale, em Brumadinho

21/01/2020

11 pessoas continuam desaparecidas e 270 corpos já foram retirados da lama da barragem da Vale, que rompeu no dia 25 de janeiro de 2019

Escrito por: Walber Pinto - Portal CUT

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) iniciou, nesta segunda feira (20), uma marcha de seis dias para denunciar o crime da Vale em Brumadinho (MG), que completa um ano no próximo sábado, dia 25 de janeiro.

A tragédia provocou a morte de 270 pessoas - 11 delas ainda estão desaparecidas - e mudou toda a vida da população atingida pela lama e rejeitos de mais de 10 milhões de metros cúbicos (m3).

O crime da Vale também afetou a vida dos produtores rurais. Mais de 70 agricultores pediram indenização à mineradora, por meio da Defensoria Pública. Apenas 30 fecharam acordo com a mineradora.

A largada da marcha ocorreu em Belo Horizonte, com uma caminhada dos atingidos e atingidas, saindo da Praça do Papa até a Praça Milton Campos, com paradas em frente ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e em frente a Agência Nacional de Mineração, no cruzamento da Afonso Pena com avenida do Contorno, onde protocolaram documentos para marcar posição em relação a postura do Estado.

A marcha segue para a cidade de Pompeu, onde tem atividades nessa terça feira (21). Na quarta os atingidos estarão em Juatuba, quinta-feira em Citrolândia e São Joaquim de Bocas, na sexta em Betim, onde será realizado seminário internacional que contará com a presença do ex-presidente Lula. A marcha termina no sábado (25), com atividades em Brumadinho e no Córrego do Feijão.

Entenda o caso

O crime em Brumadinho, que ocorreu dia 25 de janeiro de 2019, foi o segundo rompimento de barragem da mineradora Vale. O acidente provocou a maior tragédia ambiental, trabalhista e humana do país, com centenas de mortos e desaparecidos.

O primeiro rompimento criminoso foi o da barragem da Samarco, em 2015, mineradora brasileira de propriedade da Vale e da anglo-australiana BHP Billiton, e ocorreu em Mariana.

O rastro de lama tóxica saiu de Mariana e percorreu 663 km até encontrar o mar, no Espírito Santo. O número de vítimas fatais foi de 19 pessoas do que o desastre ambiental.

Marcha

O deputado federal PT-MG, Rogério Correia, que foi relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apontou os responsáveis pelo crime, participou da marcha inicial nesta segunda-feira (20).

"Já entramos um relatório ao Ministério Público que deve fazer essa semana o indiciamento e a criminalização dessas pesssoas".

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