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"Brasil não pode parar": campanha de Bolsonaro contra isolamento vai parar na Justiça

27/03/2020

Para deputado, peça publicitária do governo federal, que pede aos brasileiros saiam do isolamento, é "criminosa"

Escrito por: Igor Carvalho - Brasil de Fato

O deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) entrou com uma ação no Tribunal de Contas da União contra o governo federal, por conta da campanha publicitária “Brasil não pode parar”, que custou R$ 4,8 milhões aos cofres públicos, e que pedirá que a população interrompa a quarentena e saia às ruas, em meio à pandemia do coronavírus, que já provocou 77 mortes no país, além de 2,9 mil contaminações.

“A atitude de Bolsonaro e de seu ministro de Comunicação é criminosa, porque tenta colocar uma parte da população contra os profissionais de saúde, especialistas e autoridades sanitárias, que estão preocupados em salvar vidas”, explica Padilha, que lembra de uma campanha similar feita pela prefeitura de Milão, na Itália, um dos países mais atingidos pela doença.

“É duplamente criminosa porque ela é quase uma cópia de uma campanha feita pela prefeitura de Milão. E o prefeito de Milão ontem pediu desculpas por essa campanha, depois de acumular mortes e caixões. Ela é criminosa porque utiliza recursos públicos que deveriam estar sendo utilizados para comprar máscaras, kits de diagnósticos ou recursos para os hospitais”, aponta.

Para o deputado, Bolsonaro se equivoca quando tenta antagonizar lucro de empresas com a saúde da população.

“Ela (a campanha) é criminosa porque tenta fazer uma polarização entre salvar vidas ou a economia. Temos que fazer uma campanha em que o Brasil tem que viver, que a vida não pode parar, que a vida tem que ser preservada, que a vida tem que ser defendida. Por isso, entramos com ação no TCU e vamos entrar com ação popular, para que essa campanha seja proibida e os recursos gastos sejam recuperados.”

A campanha

Contratada após decreto emergencial do governo federal, a campanha “Brasil não pode parar” fará a divulgação do "isolamento vertical" defendido por Jair Bolsonaro, que consiste em priorizar a quarentena para grupos de riscos e idosos, liberando os demais para voltarem à rotina de trabalho.

Condenada por especialistas, a tese poderá ir ao ar ainda no próximo final de semana, mas já estaria, de acordo com a revista Época, circulando em grupos de Whatsapp da militância bolsonarista.

“Para os pacientes das mais diversas doenças e os heróicos profissionais de saúde que deles cuidam, para os brasileiros contaminados pelo coronavírus, para todos que dependem de atendimento e da chegada de remédios e equipamentos, o Brasil não pode parar. Para quem defende a vida dos brasileiros e as condições para que todos vivam com qualidade, saúde e dignidade, o Brasil não pode parar", afirma o locutor da campanha.

Edição: Leandro Melito 

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