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Lula critica Bolsonaro e sua fábrica de fake news: ‘Ele zomba com o povo’

14/05/2020

Ex-presidente e deputadas federais debateram ontem a violência contra a mulher em tempos de pandemia de coronavírus

Escrito por: Redação RBA

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas nesta quarta-feira (13) ao presidente Jair Bolsonaro quanto à postura do governo no combate à pandemia de coronavírus. Lula participou de transmissão nas redes sociais, com as deputadas federais Gleisi Hoffmann (PT-PR), Benedita da Silva (PT-RJ), Rejane Dias (PT-PI) e Maria do Rosário (PT-RS). O tema da live foi a violência contra a mulher em tempos de pandemia.

Ele mostrou indignação com o noticiário do dia em torno dos exames de coronavírus de Bolsonaro. “Ele briga na justiça porque quer criar motivação na imprensa. Todo dia tem fake news para ele aparecer na imprensa. A gente ficou uma semana falando nesses exames dele”, afirmou.

“Tudo ele (Bolsonaro) coloca para não discutir o cerne da questão, que é o desemprego, o tratamento da pandemia, cuidar da economia. Ou seja, ele fica criando fake news. Eu fico imaginando que crime de responsabilidade cabe para um presidente que não tem coragem de fazer um exame e mostrar, mesmo que ele tivesse contaminado, e dizer claramente como está. Ele não tem sequer essa coragem, ele zomba 24 horas por dia com o povo brasileiro”, atacou Lula.

“Eu não consigo entender como o Brasil vai suportar esse cidadão falando tanta asneira e cometendo tanto crimes de responsabilidade e tanto desaforo.”

Violência contra a mulher
A deputada Maria do Rosário, que já sofreu agressão de Bolsonaro quando ele era deputado, disse que para acabar com a violência contra mulher no país é preciso que cada mulher reflita sobre o exemplo que constrói na sociedade.

Maria do Rosário falou também sobre o impacto da crise sanitária nas cidades. “Eu vi sobre o coronavírus que as cidades que têm mais pessoas que apoiam esse que está lá na presidência da República e que tiveram mais pressão para abrir o comércio e tudo o mais são cidades em que o vírus se ampliou. Esse sujeito, com seu discurso contra a ciência e contra os cuidados necessários, consegue ampliar uma pandemia, está influenciando as pessoas a não terem cuidados”.

A violência contra a mulher, segundo a deputada, está aumentando também por conta desse tipo de líder que naturaliza a violência, seja contra mulher, contra os negros e negras, contra as pessoas LGBT, contra as pessoas pobres. “Esse tipo de líder está fazendo aumentar a violência. Tem homens que seguem o que ele está dizendo”. Maria do Rosário comentou que essa situação ocorre além da violência estrutural que existe contra a mulher no país. Ela também disse que todas as políticas públicas em defesa das mulheres criadas por Lula e Dilma foram desmontados.

Marco histórico
Gleisi Hoffmann falou sobre o que pode ser feito no Congresso para diminuir a violência. “No âmbito do Congresso o que temos como instrumento de trabalho são os projetos de lei. Uma das leis mais importantes que a gente aprovou no Congresso Nacional foi a lei Maria da Penha, em 2005. Foi a primeira vez que o Brasil aprovou uma lei de proteção à mulher contra a violência doméstica. A lei é um marco histórico. E recentemente fizemos a lei do feminicídio”, lembrou a deputada.

Gleisi lembrou sobre o projeto da Casa da Mulher Brasileira que tem sido desmobilizado no país. “E quando a mulher é vítima de violência não tem a quem recorrer se faltam as políticas do governo”, afirmou. Ela disse que precisaria haver uma lei para obrigar o governo a cumprir a implantação da Casa da Mulher Brasileira.

A deputada Rejane Dias defendeu que os casos de violência contra mulher durante a pandemia devem ser discutidos frente a outras questões problemáticas, como o alcoolismo. “A discussão também passa pela renda da família que caiu ou se extinguiu em função da crise. E aí a gente vê essas cenas que deixam todos indignados”, disse, referindo-se às filas para receber o auxílio emergencial nas agências da Caixa. Dezesste milhões de brasileiros não conseguiram ter acesso ao auxílio.

A deputada disse que no Piauí foi criada pela Secretaria de segurança um aplicativo chamado Botão do Pânico, que a mulher pode baixar no seu celular para fazer a denúncia de violência dentro de casa. Ao clicar esse botão, a polícia vai até a casa da família para verificar a condição de segurança. Ela disse que apresentou projeto na Câmara Federal para ampliar a experiência para todo país, já que no Piauí a experiência foi exitosa.

Resgatar direitos
Benedita da Silva disse que as medidas tomadas nos governos de Lula e Dilma representam historicamente no país um grande momento do combate à violência contra a mulher. E também no combate contra o racismo, contra a violência do da homofobia. Segundo ela, com o desmonte feito pelos governos Temer e Bolsonaro a situação agora está ficando ainda pior.

Benedita afirmou que a crise do coronavírus agrava o desemprego e a fome. “As populações de rua também vêm aumentando no contexto dessa crise”. Ela lembrou que o trabalhador já vinha perdendo direitos antes da crise sanitária com as reformas trabalhistas e implementadas pelos governos de Temer e Bolsonaro. “Isso tudo traz para a gente agora um grande desafio. Nós vamos retomar a luta e resgatar os direitos do povo. A mulher precisa de trabalho para ter independência econômica”, defendeu. Benedita falou em defesa das políticas públicas para empoderar as mulheres na economia.

Outro ponto debatido pelo grupo foi como ampliar a participação política da mulher na política, como tratar a mulher com igualdade. A mulher ganha menos do que o homem no mercado de trabalho. Há ainda a invisibilidade de mulheres que trabalham em faxina, por exemplo, o que é uma mentalidade ligada à escravidão no país.

Confira o debate sobre violência contra a mulher 

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