CONTRACS > LISTAR NOTÍCIAS > TRUCULÊNCIA COM TRABALHADORES DENTRO E FORA DA EMPRESA

Truculência com trabalhadores dentro e fora da empresa

01/01/2011

O que era para ser uma manifestação pacífica em defesa da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), na manhã da quinta-feira (30), em frente ao Centro de Distribuição do Carrefour de Osasco, em São Paulo, se transformou numa selvagem agressão proporcionada pela multinacional, que jogou a polícia contra os manifestantes.

Escrito por:

O que era para ser uma manifestação pacífica em defesa da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), na manhã da quinta-feira (30), em frente ao Centro de Distribuição do Carrefour de Osasco, em São Paulo, se transformou numa selvagem agressão proporcionada pela multinacional, que jogou a polícia contra os manifestantes.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs/CUT), que representa cerca de dois milhões de brasileiros do setor, e convocou o ato junto com os 14 sindicatos do Comitê de Trabalhadores da Rede Carrefour, repudiou com veemência "a atuação da multinacional e da Polícia Militar do estado São Paulo que agiram de forma truculenta durante uma mobilização pacífica dos trabalhadores e sindicalistas do Carrefour, Contracs, CUT e demais sindicatos que colaboravam ".

De acordo com a presidente da Contracs/CUT, Lucilene Binsfield (Tudi), a entidade já havia comunicado que às 10 horas os sindicalistas se retirariam da frente do Centro de Distribuição em Osasco, encerrando neste horário a manifestação. "No entanto, o Carrefour acionou a polícia, que até então estava tranqüila e agindo de forma cidadã. A partir daí, chegaram novos policiais com truculência e passaram a ameaçar mulheres, manifestantes e a agredir com spray de pimenta. Houve prisão e agressão contra dirigentes sindicais da Contracs/CUT com violência gratuita e sem motivo. Os companheiros Luciano Pereira Leite e Alci Matos sofreram diversas escoriações, foram algemados e presos", denunciou Tudi.

"Exigimos justiça e o fim da impunidade. Vamos pressionar o Executivo, o Legislativo e o Judiciário a fim de que sejam identificados e punidos os covardes agressores, bem como os mandantes", declarou o secretário geral da CUT, Quintino Severo, que esteve presente na abertura do ato. Segundo Quintino, "a prática de bater para intimidar remonta períodos sombrios e demonstra a falta de compromisso de uma multinacional que só pensa no país como quintal e em seus trabalhadores como cifrão para ampliar lucros. Mas o momento hoje é outro, e terão de cumprir a lei, pagar a PLR justa e respeitar a organização sindical no local de trabalho".

Minutos antes da agressão, a presidente da Contracs havia lembrado no microfone que a Polícia Militar "também é alvo da truculência e da intransigência do governo do estado de São Paulo, que paga os trabalhadores policiais com baixos salários".

O ato divulgou a obscura proposta da multinacional, que não permite a seus funcionários sequer saber das metas e percentuais utilizados para a PLR. "Não há uma mesa de negociação que envolva trabalhadores, mas sim um grupo de cinco pessoas responsáveis por apresentar planos de excelência e parâmetros esdrúxulos como a economia de sacolas oferecidas aos clientes", informou o secretário de Relações Internacionais da Contracs, Alci Araújo.

Segundo Araújo, a oferta da PLR diferenciada, de acordo com o nível hierárquico, é discriminatória e inaceitável: "Do estoquista ao gerente, todos colaboram para o cumprimento das metas. Por que oferecer valores diferenciados?". A proposta da Contracs inclui a exigência de um plano que leve em consideração o faturamento da empresa e que adote a negociação como forma de estabelecer os objetivos a serem alcançados.

Somente após sete horas de prisão, sem comer e com escoriações por todo o corpo, Alci Matos, Secretário de Relações Internacionais da Contracs, foi liberado pela polícia. Luciano Pereira Leite, Secretário de Comunicação da Contracs, foi liberado após quatro horas de detenção.

Por Leonardo Severo da CUT Nacional



Nota de repúdio da Contracs

A CONTRACS repudia veementemente e lastima pela atuação da Empresa Multinacional Carrefour e da Polícia Militar do estado São Paulo que agiram de forma truculenta durante uma mobilização pacífica dos trabalhadores no Carrefour, dirigentes sindicais da Contracs, CUT e de diversos outros sindicatos de todo o Brasil que colaboravam.

A CONTRACS/CUT e o Comitê de trabalhadores avisaram a empresa que às 10h se retirariam da frente do Centro de distribuição em Osasco encerrando neste horário a manifestação pacífica. No entanto, o Carrefour acionou a polícia, que até então estava tranqüila e agindo de forma cidadã. A partir daí, chegaram novos policiais com truculência e passaram a ameaçar mulheres, manifestantes e a agredir com spray de pimenta diversas pessoas.

Houve prisão, truculência e agressão contra dois dirigentes sindicais, com agressões gratuitas e sem motivo. Os companheiros sofreram diversas escoriações, foram algemados e presos de forma violenta.

O Comitê de trabalhadores e a CONTRACS/CUT realizaram a manifestação no intuito de pressionar o Carrefour para dialogar sobre PLR (Participação nos lucros e resultados). Em nenhum momento houve atuação violenta dos manifestantes, no entanto a empresa Carrefour e a polícia militar, usaram e abusaram de truculência e violência, ficando visível o despreparo da polícia no trato com os trabalhadores que pacificamente reivindicavam seus direitos garantidos por lei.

Inclusive a presidente da CONTRACS/CUT lembrou no microfone que os policiais são alvos da truculência e da intransigência do governo do estado de São Paulo que paga os trabalhadores policias com baixos salários. Minutos antes dos atos de violência da polícia, a CONTRACS se colocou publicamente (ao microfone) solidária aos policias pedindo para que não houvesse violência contra os manifestantes.

Por isso queremos expressar nossa indignação e esperamos que justiça seja feita diante de tanta truculência e violência desnecessária.

Direção da CONTRACS/CUT e
Comitê de trabalhadores do Grupo Carrefour.

  • Imprimir
  • w"E-mail"
  • Compartilhe esta noticia
  • FaceBook
  • Twitter

Conteúdo Relacionado

TV CUT
João Felício, presidente da CSI, Confederação Sindical Internacional, presta solidariedade a sindicalistas coeranos presos.
João Felício, presidente da CSI, Confederação Sindical Internacional, presta solidariedade a sindicalistas coeranos presos.

João Felício, presidente da CSI, Confederação Sindical Internacional, presta(...)

RÁDIO CUT
Conexão Sindical Condomínio Facebook Twitter Contracs Rede Brasil Atual Fecesc Fetracom-DF Fetrace Fetracom-PB Fetracs Fetracs-RN Fetracs RS Fenatrad Fetracom/MS Fenadados

Todos os Direitos Reservados © CONTRACS
Sede: Quadra 1, Bloco I, Edifício Central, salas 403 a 406 | Setor Comercial Sul | CEP: 70304-900 | Brasília | DF
Telefone:(55 61) 3225-6366 | Fax:(55 61) 3225-6280
Subsede: Avenida Celso Garcia, 3177 | Tatuapé | CEP: 03063-000 | São Paulo | SP
Telefones:(55 11) 2091-6620 / 2091-2253 / 2092-5515 / 2225-1368 | Fax:(55 11) 3209-7496
www.contracs.org.br | contracs@contracs.org.br