CONTRACS > LISTAR NOTÍCIAS > UNI REÚNE 500 MULHERES LÍDERES SINDICAIS NO JAPÃO PARA DEBATER O FUTURO DAS MULHERES NA FORÇA DE TRABALHO

UNI reúne 500 mulheres líderes sindicais no Japão para debater o futuro das mulheres na força de trabalho

01/01/2011

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Cerca de 500 mulheres líderes sindicais de todo o mundo se reuniram em Nagazaki no Japão neste final de semana na Conferência de Mulheres da Uni Global Union para exigir que as multinacionais criem bons empregos e trabalho decente para as trabalhadoras e que ponham fim na rebaixamento de carreira para os trabalhadores causadas pelas demissões de trabalhadores e trabalhadoras e por seus ataques contra os direitos sindicais.

As participantes da Conferência, que representam 182 sindicatos de 66 países, também exigiram dos governos mundiais que se concentrassem na criação de empregos e na proteção dos direitos das trabalhadoras. As mulheres têm sido duramente afetadas pela crise econômica e a UNI apela para que o G-20 para que aborde este problema.

O destaque foi o Japão, país anfitrião e com um discurso do Eriko Fukuda, membro da Câmara Baixa do Parlamento japonês do Partido Democrata, japonêsa que representa Nagasaki.

Na Conferência de Mulheres da UNI, que aconteceu sábado e domingo, as líderes sindicais expressaram seu forte apoio ao novo plano estratégico da Uni chamado “Rompendo Barreiras”, que busca aumentar aos efetivos dos sindicatos da UNI através do mundo. Elas se concentrarão em apoiar a organização sindical e pressionar pelos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras das multinacionais, especialmente aqueles cuja força de trabalho tem uma importante proporção de mulheres.

“No mundo, mais da metade de todas as mulheres formam parte da força de trabalho global, porém a única ocasião em que se dá prioridade para as mulheres parece ser quando as empresas efetuam demissões, o que temos visto claramente na crise financeira global atua.” Disse Dense McGuire, presidenta da UNI Mulheres e vice-presidenta adjunta do sindicato britânico Prospect. “Os sindicatos estão lutando para que as mulheres percebam uma parte mais justa do que correspondem, considerando que realizam a maior parte do trabalho no mundo. Estamos assegurando que as mulheres nos sindicatos encabecem esta luta.”

A Conferência de Mulheres da Uni está acontecendo antes do Congresso Mundial da UNI, que começa em 9 de novembro em Nagazaki, onde se abordarão os problemas específicos enfrentados pelas mulheres no mercado laboral mundial. No contexto de Nagasaki, conhecida como a cidade da paz e uma das cidades líderes em uma luta pela abolição das armas nucleares, as mulheres fizeram um chamamento especial pela paz mundial e para que se ponha término na utilização das mulheres como armas de guerra.

Além de falar de estratégias para combater os salários mais baixos, a ausência de licença por maternidade remunerada e os maus-tratos dados às trabalhadoras, as participantes da conferência falaram dos êxitos alcançados através do mundo.

Por exemplo, os trabalhadores das lojas do IKEA Austrália acabam de negociar 26 semanas de licença maternidade remuneradas através de seu sindicato, o DAS; na Holanda, os trabalhadores e trabalhadores da limpeza, muitos dos quais são mulheres migrantes, mulçumanas, acabam de concluir uma greve de 9 semanas para obter um salário mínimo e em Houston, no Texas, os trabalhadores do setor de limpeza, que são quase todas mulheres mexicanas, não tinham seguro de saúde até que puderam obter este direito através de seu sindicato com a ajuda da UNI.

Philip Jennings, Secretário Geral da Uni, disse na conferência que os setores de serviços são os setores do futuro; já empregam a maioria da força de trabalho e através do mundo sua força de trabalho conta com uma grande promoção de mulheres. Por esse motivo, é fundamental que a UNI apóie as trabalhadoras e as líderes sindicais.

“Nenhum plano de organização funcionará a não ser que sejamos atrativos, convincentes e que tenhamos organizações que compreendam as inquietudes das mulheres” disse. “Não haverá trabalho decente nem nenhum trabalho com justiça a não ser que tenhamos planos de combater a discriminação salarial. A diferença salarial mundial é de 22%. É péssimo. Precisamos terminar com ela.”

A conferência de mulheres da UNI aprovou uma moção de apoio de um plano para assegurar que a proporção de mulheres em todas as estruturas de liderança da UNI seja de, pelo menos, 40%.

A sra. Fukuda, membro do parlamento japonês, falou antes da Conferência da necessidade que de mais jovens e mulheres se envolvessem na política. Comentou que quando anunciou sua candidatura muitos indagaram: Que pode fazer uma jovem? Que pode fazer uma mulheres?

“Não já jovens suficientes nem mulheres sificientes envolvidas na política” disse Fukuda. “Temos estados excluídos e excluídas até agora, o que justifica mais do que nunca que uma pessoa jovem como eu deva participar da política. A política perdeu o interesse para os jovens e as mulheres.”

Fukuda disse que, em comparação com outros países do mundo, a situação da mulher na sociedade japonesa era fraco. Ela pediu aos participantes da conferência que façam valer seu poder para pedir mudanças na sociedade.

Fukuda, 30 anos, ficou conhecida no Japão ao fazer parte de um grupo de autores de uma ação judicial contra o governo japonês por causa do uso de um medicamento coagulante que contaminou os pacientes com Hepatite C. Fukuda contraiu a doença ao tomar o medicamento quando era um bebê.

Para mais informações sobre a Conferência das Mulheres da UNI e sobre o Congresso Mundial da UNI, acesse ao blog do Congresso em: http://www.uniglobalunion.org/Blogs/Nagasaki.nsf/dx/08.11.2010050125RCO6P7.htm?opendocument&comments

Fonte: Uni Global Union

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