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Quem são e o que pensam os delegados do CONCUT

01/01/2011

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De 04 a 07 de agosto de 2009, o 10º Congresso da CUT reuniu 2.299 delegados sendo que 82,5%, ou seja, 1.896 delegados responderam ao questionário que traçou o perfil dos delegados e as principais tendências para as disputas na sociedade e na base da CUT.

Dos 1.896 delegados que responderam à pesquisa 61,6% eram homens e 38,4% eram mulheres – representatividade que aumentou desde o último congresso que tinha o percentual de 34,2% de mulheres.

O ramo do comércio e serviços
Do universo pesquisado, 5,1% dos participantes eram do ramo do comércio e serviços, sendo que 66,3% eram homens e 33,7% eram mulheres.

O ramo conseguiu cumprir a cota de representação feminina durante o congresso com, pelo menos, 30% de mulheres conforme deliberação da 6ª Plenária Nacional da CUT e resolução da 12ª Plenária Nacional da CUT, que reafirmou a necessidade de avanço na organização das mulheres trabalhadoras da CUT.

Entre outros dados apresentados por ramos, os delegados do comércio e o serviço avaliaram seu conhecimento sobre Responsabilidade Social Empresarial como boa em 15,6% das vezes, regular em 53,1% e como ruim em 25%. 6,3% dos delegados não avaliaram o seu conhecimento.

Os números apresentados pelo ramo não estão muito distantes da realidade apresentada pelo todo. No total, 18,1% avaliaram como bom, 49,2% como regular, 23,2% como ruim e ainda 9,5% não responderam.

A categoria também pôde avaliar a importância de se incluir questões de Responsabilidade Social Empresarial na agenda sindical. Para 75,8% dos delegados do ramo é importante e apenas 2,2% não acham importante. Apesar do grande número de delegados que acham importância incluir a temática na agenda sindical, 22% - um número também expressivo – não tem opinião formada.

Ainda nesta questão, os delegados do comércio e serviços acompanham o mesmo panorama apresentados pela totalidade dos ramos.

Além disso, 26% dos delegados afirmaram que seu sindicato já realizou alguma ação relacionada com as propostas do novo modelo de desenvolvimento defendido pela CUT. No entanto, a maioria (65,6%) dos delegados respondeu que não e 8,4% não responderam.

O conceito de trabalho decente é conhecido por 40,6% dos delegados do ramo. Mais uma vez, os índices apresentados pela categoria estão muito próximos dos apresentados pelos outros delegados. Apenas 36,8% dos delegados declararam conhecer o conceito. A grande maioria (57,6%) declarou que não conhece e 5,6% não respondeu.

Outros temas
Além de abordar temas gerais, a pesquisa realizada no 10º ConCUT também apresentou dados de relevância para o movimento sindical.

Entre os dados, está o número de jovens participantes: 17,2% do total eram jovens até 35 anos, embora no 9º ConCUT o número fosse um pouco maior (19,2%), os dados mostram que houve relativa estabilidade na participação dos jovens.

Por outro lado, a participação de pessoas com 45 anos ou mais aumentou de 39,5% para 53,3%. Ou seja, a renovação na participação dos delegados ainda não incorporou jovens trabalhadores demonstrando mais uma vez a dificuldade encontrada pelos sindicatos em atrair jovens para a militância sindical.

Os dados registrados na questão tempo de militância demonstram mais uma vez esta dificuldade, reforçando ainda uma questão de gênero. Nos últimos 10 anos, mais mulheres ingressaram no movimento sindical. Entre os delegados com até dez anos de militância, 42% são mulheres e apenas 27,7% são homens.

Já entre os delegados que tem de 10 a 20 anos de militância 41,3% são homens e 35,4% são mulheres. Com mais de 10 anos, os números se alteram para 69,8% para os homens e 56,8% para as mulheres.

A questão de raça também foi abordada pela pesquisa e demonstrou que 54,1% dos delegados são negros conforme padrão estabelecido pelo IBGE. Outros 42,2% são brancos. 1,3% são amarelos, 1% é indígena e 1,4% são outros.

Agenda sindical
Para os delegados do 10º ConCUT, em um ranking sobre as questões mais importante que devem ser asseguradas na regulação das relações sindicais e do trabalho, os delegados elegeram em primeiro lugar a convenção 87 da OIT, que trata sobre a liberdade e autonomia sindical; em segundo lugar está a garantia legal da organização do local de trabalho e em terceiro a convenção 158 da OIT contra a dispensa imotivada.

Entre os temas que devem ser objetos de negociação da CUT, os delegados destacaram o salário mínimo (38,9%), a redução da jornada de trabalho (32,6%) e as questões previdenciárias (6,8%).

A terceirização também foi abordada e 60,8% dos delegados não consideram a terceirização uma tendência irreversível nas relações de trabalho. Esta visão pode ser fruto das iniciativas da CUT em enfrentamento aos processos de terceirização e flexibilização traduzidos na precarização das relações de trabalho.

Conclusão
A pesquisa pretende ser um instrumento para os ramos e estaduais terem um mapeamento do perfil dos delegados e delegadas, um diagnóstico das principais tendências nas disputas sindicais e dos desafios postos para a CUT enfrentar o novo cenário sindical.

A CUT espera que o documento contribua com o conjunto dos debates.

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