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Mulheres em luta por uma nova sociedade

01/01/2011

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Data histórica e de luta, o Dia Internacional das Mulheres reúne significados e reivindicações que atravessam todo o mês de março e seguem pelo ano de 2011. Em uma conjuntura em que há um aumento efetivo da participação das mulheres da vida pública, é fundamental avançar nas discussões que envolvem o Mundo do Trabalho.

Neste março, as mulheres trabalhadoras da CUT vão às ruas em defesa da Igualdade no Trabalho, com mulheres em todos os cargos, profissões e com igualdade salar ial. Defendem a valorização do salário mínimo, como instrumento de redução das desigualdades sociais, regionais e entre homens e mulheres. Exigem creches públicas, como direito da Criança, da Família, e responsabilidade do Estado. E denunciam a violência contra a mulher, puxando o coro: tolerância nenhuma! 

Compreendemos que a Lei Maria da Penha (Lei Nº 11.340/2006) é uma grande conquista, especialmente em relação á vida doméstica ao reconhecer a violência como crime e não como assunto privado. No entanto, é preciso que lutemos pela implantação e ampliação de políticas públicas de combate e prevenção dessas práticas. As mulheres passaram a denunciar mais, porém as políticas públicas e as ações governamentais, não cresceram no mesmo ritmo. Segundo IBGE em apenas 397 dos 5.565 municípios brasileiros oferecem unidade policial especializada em defesa da mulher. No Brasil uma mulher é assassinada a cada duas horas. 

Em relação ao mundo do trabalho, temos formas de violência tão específicas, quanto cruéis, com o assédio moral e sexual. Todas as pesquisas revelam que as brasileiras ficam mais tempo na escola, mas no mercado de trabalho, embora trabalhe mais,recebem apenas 71% do salári o dos homens, e tem baixa participação nos cargos de comando. A desvalorização do trabalho da mulher também é uma forma de violência .

Com tudo, intensificam neste mês manifestações, debates, atividades de formação, audiências publicas. Mulheres sindicalistas do campo e da cidade trazem o desafio extra de mobilizarem para a Marcha das Margaridas, que ocorre em agosto próximo, reunindo caravanas de todo País em Brasília. Homenagem a sindicalista Margarida Alves, assassinada por defender os direitos das trabalhadoras e trabalhadores rurais, a Marcha traz à tona reivindicações históricas e contemporâneas, mostrando que é preciso fortalecer nosso ânimo e resistência para seguir na luta pela igualdade de oportunidade na vida, no trabalho e no movimento sindical, sendo protagonistas na luta por uma nova sociedade.

Escrito por Enedina Soares, titular interina da Secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT-CE

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