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No Dia Nacional da Trabalhadora Doméstica, exigimos respeito

01/01/2011

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Dia 27 de abril é dia de refletirmos, dia de luta, dia de reivindicação. É o Dia Nacional da Trabalhadora Doméstica. Segundo dados do IBGE, são mais de 7 milhões profissionais homenageadas. No Brasil, o trabalho doméstico é a ocupação que agrega o maior número de mulheres, o que torna a luta pelo reconhecimento de direitos mais forte ainda, já que a nossa Secretaria de Mulheres atua bravamente pelos direitos da mulher.

A CONTRACS/CUT trabalha continuamente pela equiparação de direitos das trabalhadoras domésticas, com o objetivo de contribuir para uma sociedade mais justa e igualitária, com trabalho decente para mulheres e homens.

Porém, apesar de conquistas como o reconhecimento oficial da ocupação, há poucos direitos garantidos no trabalho doméstico. As características da classe se afastam da noção de trabalho decente: com remuneração adequada, exercido em condições de liberdade, equidade e segurança e que assegure dignidade aos trabalhadores, trabalhadoras e suas famílias.

O preconceito ainda existe
No dia 5 desse mês, o ex-ministro e economista Delfim Neto, ao falar sobre a ascensão de classes no Brasil, no programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, chamou a trabalhadora doméstica de animal, alegando que esse tipo de profissional está desaparecendo do cenário econômico: “Quem teve esse animal teve. Quem teve nunca mais vai ter.”

A CONTRACS/CUT, representando os seus sindicatos filiados das Trabalhadoras Domésticas e a Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (FENATRAD), repudia a atitude do economista e não aceita a justificativa de que o termo “animal” é de uso comum no meio econômico, em que ele vive.

Adjetivações preconceituosas em nada acrescentam à nossa luta. O respeito aos profissionais de toda e qualquer classe é prioridade sempre.

Para a Secretária Geral da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (FENATRAD) e diretoria da CONTRACS, Ione de Oliveira, Delfim Neto precisa lembrar que a profissional que ele chama de “animal” é aquela que cuida de muitas residências para que as pessoas possam ir para o mercado de trabalho e suas crianças tenham boa educação; é aquela que faz dupla jornada de trabalho, pois cuida da casa de seu empregador e de sua própria casa.

“A adjetivação do ex-ministro em nada acrescenta à nossa luta. Pior ainda é isso acontecer numa época em que o governo vem desenvolvendo um trabalho de desconstrução da exploração de profissionais, especialmente do setor de serviços, como é o caso das domésticas”, diz Ione.

|A CONTRACS/CUT repudia toda forma de discriminação. Somos todos iguais perante a lei. Ao lado das trabalhadoras domésticas há 20 anos, defendemos a categoria e a luta pelo reconhecimento das trabalhadoras e trabalhadores domésticos.

Pelo FGTS
A CUT, a CONTRACS e a FENATRAD defendem todos os direitos sociais para todas as domésticas. Uma de nossas bandeiras é a luta pelo direito ao pagamento obrigatório do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), pois este ainda é opcional ao empregador. Assim, apenas 78 mil trabalhadores da classe usufruem desse benefício.

Em nota oficial de retratação, Delfim Neto alega que o uso do termo “animal” é comum no meio econômico. Mas acreditamos que uma pessoa de tamanha popularidade como a do ex-ministro não deve estar suscetível a devaneios dessa natureza. O respeito aos profissionais de toda e qualquer classe é prioridade sempre.

Portanto a CONTRACS/CUT parabeniza todos os trabalhadores e trabalhadoras domésticos, que vivem uma luta diária contra o preconceito e pela igualdade de direitos, dentro da campanha geral "Direito não se reduz, se amplia".

Escrito por Patrícia Ferreira

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