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PIB do Brasil supera países desenvolvidos e desacelera para o segundo trimestre

01/01/2011

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São Paulo – O PIB do primeiro trimestre no Brasil coloca o país na quarta posição entre as cinco nações que compõem os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Apenas a Rússia cresceu menos. Além disso, economistas apontam que a economia brasileira aponta tendência de desaceleração por causa de medidas adotadas pelo governo, incluindo a alta da taxa básica de juros, a Selic.

Segundo o IBGE, o país cresceu 4,2% nos primeiros três meses do ano em relação a igual período de 2010. A lista é liderada pela China (9,7%), seguida pela Índia (7,8%) e África do Sul (4,8%). A Rússia teve expansão de 4,1%.

Em uma listagem mais ampla, composta por 14 países e pela União Europeia, o crescimento brasileiro no período em relação ao quarto trimestre de 2010 aparece na terceira colocação, assim como o vizinho Chile, que também teve expansão de 1,3% nessa base de comparação. À frente aparecem apenas a Alemanha (1,5%) e a Coreia do Sul (1,4%). Com desempenho mais fraco do que o brasileiro estão a França (1,0%), a Bélgica (1,0%) e a União Europeia (0,8%), entre outros.

O resultado correspondeu às expectativas do mercado segundo o coordenador da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), Armando Castelar Pinheiro. "A composição desse crescimento foi saudável para o momento atual, com recuperação do investimento, que havia esfriado bastante no último trimestre do ano passado", sustenta.

"Por outro lado, o consumo das famílias, que fora muito pujante no fim do ano passado, causando preocupação em relação a seu impacto sobre a inflação, deu uma boa arrefecida", disse. A desaceleração no consumo das famílias pode ser explicada por medidas de restrição ao crédito implementadas pelo governo, como pela alta da inflação que, segundo ele, já corrói o poder de compra do brasileiro.

“A economia brasileira está claramente em uma trajetória gradual de desaceleração”, pontua o professor de economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Antonio Corrêa de Lacerda Lacerda. Ele considera que o desaquecimento deve se refletir com ainda mais vigor nos dados do segundo semestre.

Para Rafael Bacciotti, da Tendências Consultoria, as medidas restritivas do governo vão esfriar ainda mais a economia. “As medidas ainda não fizeram o efeito nesse primeiro trimestre. Houve um desempenho muito forte do consumo das famílias, dos serviços, investimentos e da indústria. O mercado de trabalho ainda está positivo, com crescimento do emprego e da renda”, afirmou Bacciotti.

Diante de dois aumentos consecutivos dos juros nas reuniões realizadas sob o governo de Dilma Rousseff e da perspectiva de novos aumentos, o economista acredita que o emprego e a renda vão crescer mais lentamente no ano. A Selic está em 12% ao ano atualmente. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) será na semana que vem, e a aposta predominante é de uma nova alta de 0,25 ponto percentual.

Fonte: Rede Brasil Atual / com informações da Agência Brasil

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