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Coordenação dos Movimentos Sociais condena privatização dos aeroportos

01/01/2011

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Entidades populares articulam mobilização nacional para barrar entrega deste setor estratégico para o desenvolvimento

Os principais aeroportos brasileiros administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) estão ameaçados de serem privatizados, contrariando a tendência mundial onde 85% dos terminais são públicos. A começar por Guarulhos e Campinas, em São Paulo, e Brasília, no Distrito Federal.

Não por acaso, esse três aeroportos estão entre os 15 rentáveis, segundo a Infraero. E são eles que mantêm, pelo mecanismo de subsídios trocados, a Rede composta por 67 terminais de passageiros, 69 Grupamentos de Navegação Aérea e 51 Unidades Técnicas de Aeronavegação, além de 34 terminais de logística de carga.

Nos últimos oito anos, cresceu extraordinariamente o número de passageiros dos aeroportos administrados pela Infraero, popularizando o transporte aéreo no nosso País (confira na tabela). Milhões de brasileiros e brasileiras trocaram as cansativas viagens de ônibus por aviões que, em poucas horas, levam-nos para o nosso destino. E faz desse meio de transporte um dos principais condutores da integração social do Brasil.

Ano    Passageiros    Variação
2003  71.215.810           -
2004       82.706.261    + 16,1%
2005       96.078.832    + 16,1%
2006     102.185.376    +   6,3%
2007     110.569.767    +   8,2%
2008     113.263.537    +   2,4%
2009     128.135.616    + 13,1%
2010     155.363.964    + 21,2%
            Variação no período
2003 - 2010                 + 118,1%
----------------------------------------
Fonte: Infraero

A popularização das viagens aéreas provocou uma grande mudança: viajar de avião deixou de ser privilégio de poucos. Nossos aeroportos que eram exclusivos das elites foram ocupados por cidadãos comuns das classes C e D: operários, aposentados, funcionários públicos, professores, etc.

A Coordenação dos Movimentos Sociais/CMS defende que todos têm direito de viajar de avião. Mas esse não é o pensamento dos empresários que estão interessados na concessão dos nossos terminais. Em encontros que debateram o tema não esconderam o desejo de implantar o padrão classe A, aumentar as tarifas de embarque e estadia de aeronaves, além de potencializar o conceito neoliberal do aeroshopping, fazendo os aeroportos voltarem a ser exclusivos das elites, como foi no passado.

Na prática, querem cassar nosso direito de viajar de avião. Querem um retrocesso social! Em um país continental como o Brasil, o transporte aéreo deve ser acessível a todas as camadas da sociedade.

Além disso, a parcela preconceituosa da sociedade não suporta ter a companhia de brasileiros e brasileiras que podem voar por que, com a ascenção promovida no Governo Lula, têm poder aquisitivo para adquirir as passagens aéreas.

Há 38 anos a Infraero cuida dos aeroportos brasileiros - da construção à operação - para garantir eficiência e segurança. Sua competência na área de infraestrutura aeroportuária é reconhecida internacionalmente

É evidente para os mais de 150 milhões de passageiros (2010) que são necessárias obras de melhorias e ampliação da infraestrutura aeroportuária, não só por causa da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, mas principalmente pelo contínuo crescimento do número de passageiros.

Para isso, a associação com a iniciativa privada é bem-vinda, desde que a Infraero seja a sócia majoritária e mantenha o controle da segurança, operação e navegação áerea. Só dessa forma estará garantido o direito de todos poderem continuar viajando de avião.

Frente às ameaças de retrocesso colocadas, urge que o movimento social brasileiro esteja unido e mobilizado para barrar a tentativa de privatização e garantir a manutenção deste patrimônio público estratégico para o desenvolvimento nacional e a justiça social.

Fonte CUT Nacional / CMS

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