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Em SP, indústria contrata, mas comércio fecha vagas

01/01/2011

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O comportamento do mercado de trabalho de São Paulo deu o tom para a média da taxa de desocupação nas seis regiões metropolitanas analisadas pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto a indústria paulista contratou 41 mil pessoas entre maio e junho, elevando o número de empregados em 2,1%, no comércio da região metropolitana de São Paulo houve uma redução de 3,9% - 67 mil vagas a menos. Como consequência, a taxa de desocupação paulista ficou estável em 6,6% em junho, ante 6,7% em maio.

A taxa de desocupação média das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE passou de 6,4% em maio para 6,2% em junho. O gerente da coordenação de trabalho e rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, destacou que, em junho, já seria esperada uma inflexão na taxa de desocupação, o que não ocorreu justamente devido ao comportamento do comércio, que registrou em junho a perda de 73 mil postos de trabalho, 1,7% a menos na comparação com maio, resultado puxado pela redução observada em São Paulo.

"Existia a expectativa de ocorrer em junho uma inflexão da desocupação, o que não ocorreu. Mas a boa notícia da pesquisa é fato de a indústria em São Paulo estar aquecida", afirmou Azeredo. "São Paulo puxou a queda do comércio e a alta da indústria."

Azeredo ressaltou que é normal a indústria paulista largar na frente e puxar a contratação no setor. Na média das seis regiões metropolitanas, o emprego na indústria entre maio e junho cresceu em 29 mil postos, uma alta de 0,8%, considerada uma situação de estabilidade pelo IBGE. O técnico do IBGE afirmou que serão necessárias análises nos próximos meses sobre a queda do emprego no comércio, uma vez que a massa salarial continua em alta, o que, em tese, estimula as compras no varejo. "O comportamento do comércio e dos outros serviços evitou a inflexão na desocupação em junho", disse Azeredo.

Apesar de haver a quebra da expectativa de inflexão na ocupação em junho, Azeredo se mostrou otimista em relação ao comportamento do mercado de trabalho no primeiro semestre. A taxa de desocupação média entre janeiro e junho foi de 6,3%, a menor para os primeiros meses do ano desde o início da série, em 2003. O patamar já é menor que a média de 6,7% fechada em 2010.

Mantida a tendência histórica de um segundo semestre com taxas menores que na primeira parte do ano, 2011 poderá ter a menor média de desocupação da história da pesquisa do IBGE. Além disso, o nível de ocupação, que representa o percentual população em idade ativa que está ocupado, chegou a 53,3% no primeiro semestre, também recorde da série.

Azeredo também apontou a alta do rendimento como fator positivo. Em junho, o rendimento médio real foi de R$ 1.578,50, alta de 0,5% frente a maio. Para o técnico do IBGE, o rendimento elevado é fruto da alta formalização do mercado, que no mês passado apontou para 48,2% da população ocupada com carteira assinada no setor privado, e da elevação do salário mínimo.

"O salário mínimo é um dos grandes fatores para o aumento do rendimento, uma vez que pega principalmente a população de baixa renda e atinge até pessoas que não têm carteira de trabalho assinada", disse o gerente do IBGE.

Fonte: Valor Econômico / Rafael Rosas

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