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Zara: exploração de trabalhadores

01/01/2011

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Novamente vemos nos meios de comunicação denúncias de trabalho forçoso, escravo em nosso país. Há duas semanas, a maior rede de varejo de roupas femininas do mundo, a espanhola Zara, foi foco de notícias sobre utilização de mão-de-obra escrava na capital e no interior de São Paulo. Denúncias ocorridas em 2006 registraram a mesma situação na cadeia produtiva da C&A quando imigrantes trabalhavam produzindo roupas para a multinacional, em condições degradantes de trabalho.

As denúncias foram diversas: para sair das oficinas, que também serviam de moradia, os trabalhadores precisavam pedir autorização, o que caracteriza cerceamento de liberdade. As contratações eram feitas de maneiras completamente ilegais, havia exploração do trabalho infantil, condições degradantes, jornadas exaustivas de até 16h diárias.

Normas referentes à Saúde e Segurança do Trabalho não eram respeitadas. Sujeira, ambientes apertados, sem ventilação, com crianças circulando entre as máquinas de costura e a fiação elétrica toda exposta. As poucas janelas estavam sempre fechadas e com tecidos escuros para impedir a visão do que acontecia do lado de dentro das oficinas improvisadas.

Até quando vamos nos deparar com essas situações em nosso país, um país que é livre, mas que tem trabalho escravo. É preciso muita luta para que essa situação seja varrida da nossa história e nós, trabalhadores, temos o compromisso de fortalecer nossos sindicatos para atuar firmemente, denunciando essas irregularidades e exigindo do governo e  principalmente do Ministério do Trabalho fiscalizações mais constantes nas diversas empresas, além de buscar efetivar uma política séria de cumprimento da legislação trabalhista na cadeia produtiva das empresas.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT – CONTRACS – repudia a atuação da rede Zara e afirma seu compromisso com os trabalhadores e trabalhadoras na garantia dos seus direitos, na luta por trabalho decente, salário e condições dignas de trabalho, com locais de trabalho seguros e salubres e com a valorização dos trabalhadores e trabalhadoras.

É inadmissível que trabalhadores e trabalhadoras sejam tratados dessa forma, vivendo em locais impróprios, sendo escravizados e sem serem valorizados. Nossa luta pela garantia de direitos e sua ampliação é uma bandeira permanente em nossa confederação e estaremos sempre alertas para garantir a defesa dos trabalhadores e do trabalho decente.

Escrito por Lucilene Binsfeld - Presidente da CONTRACS/CUT

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