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Sindicato dos Comerciários de Fortaleza inicia campanha salarial 2012

01/01/2011

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Por mais que pareça um jargão ultrapassado, a frase "A UNIÃO FAZ A FORÇA" está mais do que atual. Temos acompanhado todos os dias as lutas de diversas categorias em defesas de melhores condições de vida e de trabalho e, embora ainda estejamos longe de atingirmos o nosso ideal, que é o socialismo no qual todos possuem os mesmos direitos e deveres e vivem em um mundo repleto de igualdade de oportunidades, justiça e respeito, podemos observar claramente que muitos avanços já foram obtidos.

Um deles é a valorização do salário mínimo, que, por anos e anos foi uma das principais bandeiras do movimento sindical. Contudo, diversas categorias têm hoje o seu piso salarial bem próximo ao valor do salário mínimo, como é o caso do comerciário, pois mesmo conquistando ganhos reais (reajuste acima da inflação) todos os anos, o piso não aumentou na mesma proporção que o crescimento econômico no setor comércio. Portanto, queremos dar continuidade à política de valorização do salário mínimo, assim como queremos elevar o nosso piso salarial de acordo com a lucratividade das empresas e o crescimento da economia no país.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - Dieese, em 2010, 88,7% das categorias em Fortaleza e Região Metropolitana garantiram reajustes salariais acima da inflação. Este é o melhor resultado dos últimos 10 anos. E no primeiro semestre deste ano, 2011, o número é de 84% acima da inflação. Para se ter ideia, em 2003, apenas 18,8% das categorias atingiram este resultado positivo. Esta é mais uma prova de que o país vive um bom momento na economia, que os empresários estão lucrando consideravelmente e, principalmente, que trabalhadores unidos podem conquistar grandes vitórias.

Alguns exemplos de categorias: construção pesada paralisou suas atividades e conquistou 13% de reajuste, além R$ 120,00 de cesta básica; metalúrgicos garantiram participação nos lucros; construção civil conseguiu grande recuperação salarial através da pressão dos trabalhadores; vigilantes fizeram greve e conquistaram o adicional de periculosidade e em outra greve, há alguns anos, também garantiram o vale alimentação; têxteis fizeram greve e conquistaram ganho real, abono de faltas e estabilidade de alguns meses para os trabalhadores que aderiram a greve, comerciários de Teresina, em agosto deste ano, realizaram uma greve histórica e, além do vitorioso reajuste, barraram a investida dos patrões para explorarem ainda mais os comerciários com o "horário livre".

Portanto, companheiros, não há motivos para ilusão. É óbvio que os trabalhadores unidos são fortes e podem fazer o enfrentamento aos patrões, porém, sem a luta e a participação da categoria, as nossas chances diminuem. O primeiro passo é sentir-se parte deste movimento e se disponibilizar a participar das atividades propostas pelo sindicato, pois, desta forma, os lojistas reconhecerão a nossa unidade e disposição para lutar e vencer. Vamos à luta, companheiros (as)!

No dia 06 de outubro realizamos uma Assembleia com a categoria para aprovar a minuta de reivindicações que será enviada ao setor patronal. Os trabalhadores aprovaram a minuta e logo que os empresários nos derem um retorno, marcaremos as reuniões de negociações.

Estamos iniciando a Campanha com bastante antecedência, já que a nossa data-base é em janeiro. Vamos trabalhar com muita garra e determinação para conquistarmos mais vitórias para a categoria. Queremos reajuste com ganho real, vale alimentação, auxílio creche, aumento das comissões, fim da exploração, fim do assédio moral e muito mais.

Os dados mostram que o comércio se expande exponencialmente, que o Nordeste tem apresentado uma economia forte e o Ceará está entre os Estados que mais cresce no país. Somos mais de 100 mil trabalhadores na categoria comerciária só em Fortaleza e Região Metropolitana, representamos 20% da força de trabalho do Estado e, no entanto, temos a pior média salarial do país e o terceiro menor piso salarial da região Nordeste. Este número absurdo é resultado da intransigência patronal e da péssima distribuição de renda.

Eles, os patrões/ lojistas, estão a cada dia mais ricos, em contrapartida, os trabalhadores sofrem constantemente com baixos salários e más condições de trabalho. Prova disso é que, de 2005 a 2011, o Ceará ganhou 11.068 novas empresas no comércio varejista, o número de contratações também subiu, porém, a renda da categoria diminuiu.

Sem contar que até hoje não temos o direito ao vale alimentação e trabalhamos uma das maiores jornadas de trabalho de todas as categorias. São, em média, 48 horas semanais trabalhadas no comércio, tendo quase 60% da categoria trabalhando mais que a jornada legal de trabalho permitida.

E então? Vamos continuar de braços cruzados ou vamos à luta?

Não nos contentaremos com migalhas! E é neste sentido que pedimos o apoio da categoria, pois precisamos nos unir para conquistar.

AFINAL, ESTA LUTA É DE TODOS NÓS. TRABALHO DECENTE JÁ!

Fonte: Sindicato dos Empregados no Comércio de Fortaleza

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