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A igualdade racial ainda não existe no mercado de trabalho, afirma secretária cutista

01/01/2011

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Às vésperas do Dia da Consciência Negra, Maria Júlia destaca que estratégia da CUT é priorizar a questão nas cláusulas sociais das campanhas salariais

No primeiro semestre de 2011, um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que para 63,3% das pessoas, a cor da pele ou a raça influencia a vida das pessoas. E para 71% dos entrevistados, o trabalho é o ambiente em que esse fator mais pesa.

Já o levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) divulgado nessa quinta-feira (17) confirma essa diferença ao destacar que a parcela da população formada por negros e pardos recebe 40% dos que os não negros. A análise identifica como causa a inserção do primeiro grupo nas ocupações menos especializadas e com remuneração pior.

Os dados apenas retratam aquilo que a Central Única dos Trabalhadores já defende desde a década de 1990: a questão racial é um dos aspectos estratégicos no processo de lutas em defesa da democracia.

Neste ano em que a Assembleia das Nações Unidas definiu como o Ano Internacional do Afrodescendente, a CUT reafirmou esse princípio na última plenária, ao estabelecer que as entidades cutistas incluam em suas campanhas salariais cláusulas de igualdade de raça e gênero.

“Primeiro, é necessário que não tenhamos qualquer discriminação no ingresso às empresas. Depois, temos que fazer com o preconceito não impeça a ascensão de trabalhadores e trabalhadoras e que não exista diferença salarial entre pessoas que exerçam as mesmas funções. Esses são os temas que irão nortear os debates do movimento sindical cutista para estabelecer ações concretas de combate à invisilibilidade da discriminação racial”, explica Maria Júlia Nogueira, secretária da CUT de Combate ao Racismo.

Para a dirigente, mesmo com os avanços que o país conheceu nos últimos anos, como a implementação da Lei 10.639, de janeiro de 2003, que institui o ensino da cultura africana e afro-brasileira nas escolas públicas e particulares, e o Estatuto da Igualdade Racial, que passou a vigorar em 2010, o Estado ainda mantém uma grande dívida histórica com os afrodescendentes brasileiros.

Caso da titulação das terras quilombolas. “A luta pela terra está cada vez mais intensa e precisamos impedir que sejam ocupadas por grileiros e pelo agronegócio. Muitos assassinatos tem ocorrido no Brasil por conta dessa disputa. E é preciso garantir ainda o acesso à saúde, à educação e ao transporte nessas regiões”, acrescenta.

Domésticas

Maria Júlia acredita ainda que o Brasil não pode perder a oportunidade de exercer um papel de protagonista e precisa ser o primeiro a ratificar a convenção aprovada na Organização Internacional do Trabalho (OIT), que equipara os direitos dos trabalhadores domésticos a de outros trabalhadores. “Isso é fundamental para que essa atividade seja vista sob o viés do trabalho decente porque fica restrito ao interior das residências”, comenta.

Fonte: CUT Nacional / Luiz Carvalho

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