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Debate na assembleia legislativa marca comemoração pelo Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher

01/01/2011

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A Contracs, por mais um ano, participa do evento promovido pela Rede de Mulheres Uni Brasil para lembrar e marcar o dia 25 de novembro – Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher.

Este ano, o debate foi promovido na manhã desta quarta-feira (24) na assembleia legislativa de São Paulo e contou com a presença de diversas entidades que integram a rede.

Os deputados estaduais Carlos Alberto Grana (PT), que disponibilizou o espaço do debate, e Luiz Claudio Marcolino (PT) não puderam estar presente, mas se colocaram à disposição da rede para discutir e apresentar projetos de lei que tratem do tema. Ambos os deputados têm compromisso com a causa de combate a violência à mulher.

Rachel Moreno e Adelina Alencar em debate na assembleia legislativaA coordenadora da rede Adelina Alencar, do SINTETEL, abriu o debate fazendo um resgate do motivo da data instituído após as três irmãs Mirabal terem sido assassinadas pela ditadura de Leônidas Trujillo na República Dominicana.

Rachel Moreno, do Observatório da Mulher, participou do debate e abordou temas importantes. Ela lembrou que em 1979, a concepção de violência contra a mulher era diferente e entendida, em alguns casos, como aceitável e até provocada pela mulher. “A situação era terrível. Não tinha a quem recorrer. De lá para cá a gente tem uma situação muito melhorada: tem a Lei Maria da Penha, tem o Centro de Referência, tem as Casas Abrigo.”

Apesar dos avanços, Rachel não se intimida em destacar o que ainda falta para que a situação melhore ainda mais. Segundo ela, falta a criação de Casas de Passagem, onde a mulher possa ficar apenas por uns dias e não necessite ficar mais tempo como nas Casas Abrigo; falta considerar e enquadrar medidas protetivas para mulheres de todas as idades e, principalmente, mudar a cultura para impedir que a violência seja vista com tanta naturalidade pela sociedade.

Rachel também destacou a importância da mídia neste processo de mudança da cultura e da espetacularização da violência. A pesquisadora usou como exemplos a serem seguidos pelo Brasil, as leis da Espanha e da Argentina que regulam a mídia e impedem que a violência – em especial a violência contra a mulher – sejam exploradas pelos meios de comunicação para obtenção de audiência.

“Nós estamos na semana de discussão da violência de gênero. Essa violência que é quase natural e banal. Está na hora de a gente tentar fazer alguma coisa que signifique que a gente tem que mudar a cultura em vários lugares. Neste momento, podemos focar a discussão nas escolas com as crianças e na formulação de algum projeto, alguma lei, para despertar a responsabilidade social dos veículos de comunicação – tanto em termos de conteúdo de publicidade e conteúdo de programação a gente dê um salto no sentido de acabar com a violência de gênero.” encerrou a palestrante.

Para Lucilene Binsfeld, diretora da Contracs que acompanhou o debate, a data é muito importante para toda a sociedade, pois marca o início dos 16 dias de ativismo - período em que se reforça as denúncias sobre as diversas formas de violência contra a mulher e se encerra em 10 de dezembro, Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos. "O envolvimento do movimento sindical nessa luta é fundamental, pois todos e todas temos que ter claro qual é o nosso papel e o nosso compromisso frente às diversas formas de violência. Os espaços de debate e as atividades nos oportunizam para reafirmar nossa luta pelo fim da violência seja no trabalho, na sociedade ou na família." declarou.

Escrito por Adriana Franco

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