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Declaração de solidariedade

01/01/2011

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É inaceitável que, em pleno século XXI, uma das forças mais respeitadas no Brasil – a Militar – tenha como um de seus representantes um agressor de mulheres. Em um ataque de fúria, o policial militar João Dias invadiu a sede do Governo do Distrito Federal na tarde do último dia 7 e agrediu as servidoras Niedja Taboada e Paula Batista, ambas da Secretaria de Governo.

Desde sua criação, com intensificação nos últimos anos, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) combate a violência contra a mulher e pede a punição dos agressores. Agredir, matar, estuprar mulheres são fatos que, infelizmente, vêm acontecendo ao longo da história em vários países ditos civilizados. No Brasil, onde a cada 15 segundos uma mulher é espancada, esses fatos que, calçados pela estrutura social machista e patriarcal, de certa forma, se tornaram corriqueiros, são fortemente combatidos pela Central que, ao longo do tempo, vem lutando em defesa da dignidade e do respeito ao ser humano.

A ação truculenta e criminosa de João Dias ainda aconteceu concomitantemente à 20ª edição da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher, que acontece simultaneamente em 159 países. Neste ano, a atividade tem como tema “Desde a paz no lar até a paz no mundo: desafiemos o militarismo e terminemos com a violência contra as mulheres”. Em 2011, o foco central da Campanha é a busca pela celeridade nos inquéritos policiais e processos, além da sensibilização da população sobre a importância das denúncias dos casos de violência contra mulheres. Por isso, é no mínimo recomendável que o agressor de mulheres João Dias seja também foco da Justiça brasileira.

É essencial que todos os casos de violência contra a mulher sejam fortemente repudiados pela população e punidos pela justiça. Somente assim conseguiremos mudar os dados alarmantes apontados pelo Ministério da Justiça: o Brasil ocupa o 12º lugar no ranking que contabiliza o número de assassinato de mulheres. De 1998 a 2008, foram registradas 42 mil mulheres assassinadas. Caso contrário, voltaremos para o período Brasil antes da República, quando, por exemplo, sob o pretexto do adultério, o assassinato de mulheres era legítimo

Assim, a secretária de Mulheres Trabalhadoras da CUT-DF, Maria das Graças de Sousa manifesta sua solidariedade às companheiras Niedja e Paula, que foram alvo de mais uma ação machista, violenta e criminosa. A sindicalista ainda exige a punição de João Dias, que paradoxalmente à sua profissão, foi protagonista de mais uma ação que ajuda nas estatísticas que envergonham o Distrito Federal e o Brasil.

Fonte: CUT-DF / Maria da Graça Sousa - secretária de Mulheres Trabalhadoras da CUT-DF

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