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Pesquisa revela que comerciárias de Mossoró sofrem assédio

01/01/2011

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Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Serviço Social da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) com as comerciárias locais revelou dados preocupantes para a categoria: as trabalhadoras são vítimas constantes de assédio moral e sexual.

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Mossoró e Região (RN), filiado a Contracs, colaborou com as alunas que estão concluindo a graduação em serviço social e realizaram a pesquisa. A entidade ajudou as alunas indicando as lojas em que poderiam realizar as entrevistas e conhecer a realidade das comerciárias.

Segundo Raimunda Soares da Costa, diretora do sindicato e diretora da Contracs, a realidade das comerciárias já era conhecida, mas apesar disso a pesquisa revelou algo que a dirigente não esperava: a questão da revista. “O que nos pegou de surpresa foi a questão da revista porque já existe uma lei que a proíbe, mas a maioria das trabalhadoras ainda sofre com isso.”

De acordo com a pesquisa, a revista de bolsas está em segundo lugar no ranking dos problemas de assédio moral sofrido pelas trabalhadoras do comércio em Mossoró perdendo apenas para as fofocas. A revista de bolsas é feita em 51,1% das mulheres entrevistadas.

No rol de violências contra a mulher comerciária de Mossoró foram listados 23 tipos de assédio moral.

Já em relação ao assédio sexual, a principal queixa foi quanto a perguntas indiscretas sobre a vida privada. Do total das entrevistadas, 15,5% relataram sofrer esse tipo de violência no local de trabalho.

A pesquisa resultará em um grande relatório, que será entregue ao Sindicato dos Empregados do Comércio de Mossoró e Região e também à Promotoria do Trabalho.

De acordo com a Doutora Fernanda Marques, que orientou a pesquisa, a intenção do trabalho é conhecer a problemática e estimular o combate deste tipo de violência. “Durante o processo de coleta de dados já fizemos algumas denúncias ao sindicato.”

O sindicato usará os dados da pesquisa durante as festividades de 8 de março – Dia Internacional da Mulher. De acordo com Raimunda, a data é oportuna para trabalhar os dados da pesquisa e divulgá-la para a categoria.

“A pesquisa foi importante porque nós pudemos conhecer um pouco mais da realidade no local de trabalho.” disse Raimunda, que emendou: “A gente sabia da realidade, mas não tínhamos dados concretos como a pesquisa mostrou; tínhamos apenas as denúncias que chegavam ao sindicato, mas que nem sempre eram levadas à justiça por medo das próprias trabalhadoras. O sindicato respeita a decisão de cada uma, mas procura conscientizar as mulheres sobre a importância de se denunciar para que os casos não voltem a se repetir.”

Escrito por Adriana Franco 
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