CONTRACS > LISTAR NOTÍCIAS > UNI PEDE A WALMART QUE PONHA FIM NA SERVIDÃO POR DÍVIDA NA TAILÂNDIA

UNI pede a Walmart que ponha fim na servidão por dívida na Tailândia

22/05/2012

UNI quer que filiadas e consumidores pressionem o Walmart por condições mais justas de trabalho e comércio

Escrito por: UNI

UNI está insistindo que suas filiadas firmem uma petição para exigir que o Walmart atue imediatamente para pôr fim a servidão por dívidas e a escravidão de fato aos estrangeiros em suas fábricas na Tailândia

O Sindicato Global UNI está pedindo a suas filiadas que enviem uma petição ao Walmart para exigir que os proprietários das fábricas acabem com o tráfico de pessoas imediatamente e permita que inspetores independentes auditem as fábricas em sua cadeia de suprimentos na Tailândia.

Clique aqui para assinar a petição dirigida ao vice-presidente de Suprimentos do Walmart

O Secretário Geral da UNI, Philip Jennings, disse: "Walmart é noticia de novo por motivo muito infeliz. A empresa tem a responsabilidade de supervisionar o que acontece nas fábricas de sua cadeia de suprimentos. Informação procedente da Tailândia sugere que a empresa não está cumprindo com a sua obrigação de proteger os trabalhadores e trabalhadoras das fábricas, os quais vivem praticamente em condições de escravidão. A UNI pede a suas filiadas que firmem um acordo para denunciar estas práticas e obrigar ao Walmart atuar imediatamente.”

Recentemente, uma revolta em uma fábrica da Tailândia que processa camarão para um importante fornecedor do Walmart. Dois mil trabalhadores migrantes temporários de Camboja e Mianmar protestaram contra o confisco de seus passaportes e cortes salariais por parte da direção da fábrica. Estes cortes salariais tem deixado os trabalhadores profundamente endividados com a fábrica, convertendo em vítimas da servidão por dívida.

Atualmente, muitos deles seguem jurídica e financeiramente presos na fábrica, vítimas do tráfico.

Não se trata de um incidente isolado. Também houve protestos similares contra os cortes salariais em uma empresa fornecedora de abacaxi na Tailândia. Houve relatos de tráfico de pessoas e casos em que as crianças foram compradas menores de 15 anos e foram vendidos para trabalhar ali. 73% das exportações da empresa são enviados para o Walmart dos Estados Unidos e a empresa é provavelmente um dos principais fornecedores de subsidiárias do Walmart em todo o mundo.

O próprio sistema interno do Walmart disse contar com um mecanismo de proteção contra estes abusos, alguns descritos pelo Bangkok Post como o equivalente da escravidão moderna. No entanto, estes dois casos destacam um problema crônico: o tratamento das pessoas, o confisco de documentos de identidade, o trabalho infantil, as horas extras forçadas não remuneradas e a servidão por dívidas estão presentes em toda a cadeia de suprimentos do Walmart.

Seus sistema interno que audita fábricas para evitar este tipo de abuso não funciona em absoluto. Os auditores internos do Walmart programam as visitas às fábricas. Esta prática defeituosa permite aos donos dar instruções aos trabalhadores e esconder os abusos mais atrozes, algo que resulta obviamente a luz das circunstâncias. Ao contrário, os inspetores independentes aparecem sem avisar, não tentam agradar aos donos das fábricas e põe verdadeiramente freio a alguns dos piores abusos, por isso são urgentemente necessários.

Os clientes do Walmart de todo o mundo podem estar comprando camarão, abacaxi e outras coisas mais e estarem apoiando sem saber condições de quase escravidão, servidão por dívidas e trabalho infantil. Walmart já se encontra sob pressão desde que uma investigação do New York Times descobriu o encobertamente de altos diretores de um escândalo de suborno na filial mexicana da empresa.
 

  • Imprimir
  • w"E-mail"
  • Compartilhe esta noticia
  • FaceBook
  • Twitter

Conteúdo Relacionado

TV CUT
João Felício, presidente da CSI, Confederação Sindical Internacional, presta solidariedade a sindicalistas coeranos presos.
João Felício, presidente da CSI, Confederação Sindical Internacional, presta solidariedade a sindicalistas coeranos presos.

João Felício, presidente da CSI, Confederação Sindical Internacional, presta(...)

RÁDIO CUT
Aposentômetro Conexão Sindical Condomínio Facebook Twitter Contracs Rede Brasil Atual Fecesc Fetrace Fetracom-DF Fetracom-PB Fetracs-RN Fetracs Fetracs RS Fenatrad Fetracom/MS Fenadados

Todos os Direitos Reservados © CONTRACS
Sede: Quadra 1, Bloco I, Edifício Central, salas 403 a 406 | Setor Comercial Sul | CEP: 70304-900 | Brasília | DF
Telefone:(55 61) 3225-6366 | Fax:(55 61) 3225-6280
Subsede: Avenida Celso Garcia, 3177 | Tatuapé | CEP: 03063-000 | São Paulo | SP
Telefones:(55 11) 2091-6620 / 2091-2253 / 2092-5515 / 2225-1368 | Fax:(55 11) 3209-7496
www.contracs.org.br | contracs@contracs.org.br