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Contra políticas antissindicais e hegemônicas, atuação em rede é fundamental

Escrito po: Eliezer Gomes, secretário de relações internacionais da Contracs

26/08/2016

Tanto no Brasil – em que vivemos momentos de profunda instabilidade política e retrocesso com o final do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, que tem como objetivo implementar um projeto com políticas neoliberais que não venceu e nem mesmo venceria nas urnas – quanto em outros países da América Latina, vivemos momentos de profundo retrocesso. As políticas desenvolvimentistas conquistadas na última década têm sofrido sistemáticos ataques e vemos, com pesar, o avanço da direita e suas políticas excludentes em diversos países.

Diante deste cenário celebra-se neste sábado, 27 de agosto, o Dia Internacional do trabalhador do comércio do Conesul – que é a região abrangida pela Argentina, Chile, Uruguai, Brasil e Paraguai. Portanto, é preciso que os trabalhadores e trabalhadoras se unam em luta constante e convergente para que seus direitos fundamentais e já garantidos não sejam retirados.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs/CUT) celebra a data e destaca a importância da luta contra a precarização no ambiente laboral; a necessidade de promover o diálogo público e criar pactos que avancem numa agenda de trabalho decente de forma comum entre os países.

Para a Contracs, a atuação em redes é fundamental, pois permite o intercâmbio de informações e realidades entre os trabalhadores/as e para lutar contra as políticas antissindicais e hegemônicas das multinacionais em todo o mundo e especialmente no Conesul.

Vale lembrar que a adoção de políticas neoliberais na Europa, entre outras políticas de austeridade somadas a instabilidades econômicas, resultou em grandes fluxos migratórios e nos faz olhar para a possibilidade da existência deste mesmo cenário em nossa região.

Por isso, as entidades sindicais nacionais e internacionais devem estar atentas à consolidação de políticas que respeitem os direitos de todos os trabalhadores/as migrantes tanto em sua dimensão contratual através de formas justas de remuneração quanto em sua dimensão estrutural através de políticas que garantam formas empregatícias decentes. Não poderemos permitir o desrespeito das normas locais, regionais e internacionais que garantam saúde e segurança no trabalho e, acima de tudo, respeitem a cultura política de trabalho, sem violência e discriminação étnica, etária, de gênero e xenofóbica.

Ao lembrar que a circulação dos trabalhadores pelo mundo é livre. Devemos, consequentemente, exigir a efetiva alteração das legislações locais e nacionais de forma que atendam às exigências dos tratados internacionais assim como garantir o acesso aos direitos locais aos trabalhadores migrantes com acesso à seguridade social, igualdade de tratamento, incentivo à formação técnico-profissional e uma efetiva colaboração entre os Estados.

Eliezer Gomes, secretário de relações internacionais da Contracs
 

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