CONTRACS > ARTIGOS > 100 ANOS DEPOIS, A LUTA DAS MULHERES É CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS

100 anos depois, a luta das mulheres é contra a retirada de direitos

Escrito po: Paloma dos Santos, Secretária de Mulheres da Contracs

08/03/2017

Se em 1917, as mulheres russas foram às ruas pela busca de direitos, em 2017 as mulheres do mundo todo devem aderir à uma greve internacional que luta pelo respeito aos direitos e pelo fim da violência contra as mulheres. As brasileiras, especificamente, vão sair às ruas contra o retrocesso e a retirada de direitos provocados especialmente pelas propostas de reforma previdenciária.

Maiores vítimas do desemprego, dos baixos salários, do acúmulo de funções e da dupla jornada, as mulheres brasileiras estão em luta contra os retrocessos em curso.

Se a proposta for aprovada, as mulheres trabalhadoras sofrerão um grande golpe com o aumento da idade mínima da aposentadoria, equiparando com os homens sem levar em consideração a desigualdade sofrida por elas no mercado de trabalho e com a dupla jornada.

As mulheres do comércio e serviços sofrerão enormemente os impactos da reforma. Embora sejam metade da força de trabalho no ramo, as mulheres estão em postos de menor remuneração, dificilmente chegam a cargos de chefia e frequentemente encontram-se em postos de trabalho informais e precários.

No comércio as mulheres sofrem com a rotatividade e a informalidade; no setor de serviços as mulheres sofrem com a terceirização, que muitas vezes não pagam os direitos previdenciários devidos. Sendo assim, as mulheres do ramo terão grandes dificuldades em acumular as 300 contribuições necessárias para receber o teto dos benefícios previdenciários conforme a proposta.

Além disso, as categorias do ramo são geralmente porta de entrada do mercado de trabalho fazendo com que as mulheres comecem a trabalhar muito novas e, portanto, serão penalizadas com o aumento da idade mínima e a equiparação da idade de aposentadoria com os homens.

Por isso, vamos seguir os ensinamentos de Simone de Beauvoir: “Nunca se esqueça que basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados. Esses direitos não são permanentes. Você terá que manter-se vigilante durante toda sua vida.”

Vamos, juntas, em mais um 8 de março para a luta, em resistência contra a retirada de direitos, o retrocesso, a misoginia, a violência contra as mulheres e o machismo. Nesta luta pela igualdade, marcharemos até que todas sejamos livres!

Paloma dos Santos, secretária de mulheres da Contracs

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