terça-feira, julho 23, 2024

II Oficina Estadual de comunicação reforça importância da comunicação sindical para fazer o enfrentamento da sociedade

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Evento aconteceu na manhã de hoje em Brasília.

A II Oficina Estadual de Comunicação da Contracs, que aconteceu em Brasília pela manhã, trouxe como debate as eleições 2014 – o papel dos meios e do movimento sindical e contou com a participação de mais de 20 dirigentes sindicais do Distrito Federal.

Na abertura, o secretário de administração e finanças da Contracs, Nasson Antonio de Oliveira, ressaltou que o ritmo da campanha eleitoral comprometeu o comparecimento de mais dirigentes ao evento. Segundo Nasson, a secretaria de comunicação tem dado ênfase para o assunto que é a ordem do dia: eleições, mídia e o movimento sindical. “A grande mídia fecha o espaço para os candidatos de esquerda e nós temos que usar as ferramentas do movimento sindical e social para fazer a disputa.”

O secretário de comunicação da Contracs, Alexandre do Carmo, fez questão de questionar quais presentes tem facebook, site e acompanham as notícias pelas redes sociais. “Sabemos que tem alguns setores do nosso ramo que tem mais dificuldade, mas nós temos o desafio de pensar como chegar na base e, principalmente, que meios que temos para chegar ao trabalhador.” pontuou.

Para fazer o debate, o secretário de juventude da CUT-Brasília Douglas de Almeida Cunha representou o secretário Marco Junio, que não pôde estar presente.

Douglas iniciou o debate destacando a importância do Fórum Nacional da Democratização da Comunicação (FNDC), que é uma entidade que luta pelo direito à comunicação e está empenhada em criar um projeto de lei de iniciativa popular que pede a regulamentação da comunicação no Brasil.

O dirigente destacou ainda que as greves e lutas do movimento sindical não são mostradas pela imprensa e quando são não contam o verdadeiro motivo da reivindicação, apenas destacam o lado negativo e as consequências negativas das manifestações. “Devíamos ter uma mídia clara e com posição definida, mas com ambos os lados onde o trabalhador pudesse escolher o que ver e ouvir. A mídia que temos é a mesma que apoiou a ditadura militar e expõe aquilo apenas que é do interesse dela.”

Douglas ressaltou, por exemplo, que a Fetracom-DF possui 18 sindicatos filiados com diversos jornais de cada entidade, mas que não há um jornal único com as informações dos trabalhadores do ramo assim como não há uma ficha de filiação padrão usada por todos as entidades. “Se as 79 entidades da CUT-Brasília fizessem uma comunicação unificada faríamos o contraponto aos meios de comunicação da grande imprensa.”

Entre as alternativas possíveis para enfrentar a mídia tradicional, Douglas destacou que a Rede Brasil Atual é uma alternativa da comunicação construída pelo próprio movimento sindical e que deveria ser apropriada pelas entidades. Outra alternativa, segundo ele, é a necessidade de democratizar a comunicação.

Ao indicar possíveis caminhos para o movimento sindical, Douglas citou exemplos como o sindicato dos rodoviários, que optaram por não ter site próprio e divulgarem as próprias notícias pelo site da CUT Brasília e uma federação do Espírito Santo, que padronizou o site de suas entidades em um único espaço, oferecendo outro modelo de comunicação.

O secretário de juventude da CUT-Brasília também questinou como as entidades irão fazer uso do Whatsup, já que o aplicativo pode ser uma ferramenta de comunicação com os trabalhadores para envio e recebimento de denúncias e uma forma alternativa de comunicação.

“A comunicação não é o fim, mas é o meio de formar o trabalhador na base e de mostrar a importância do sindicato. Temos que quebrar nossas barreiras para evoluir porque não é só entregar jornal ou só fazer rede social. Entregar jornal é importante porque você tem momento para ouvir, debater, contrapor e fazer esse processo de transformação junto ao trabalhador. Imagina se somado a isso tivessemos uma Rede Globo falando a mesma língua seria completamente diferente e a sociedade também. Por isso, como não temos, precisamos nos reinventar para avançar e formar os trabalhadores.” destacou o dirigente.

Para Douglas, é preciso formar dirigentes para operar as ferramentas de comunicação na busca por um bem maior, que é a busca por uma sociedade justa e digna.

Já o secretário de comunicação da Contracs destacou que nem sempre os sindicatos possuem secretarias específicas de comunicação ou assessoria, pois não há investimento na comunicação por parte dos sindicatos.

Por último, o secretário de comunicação ressaltou a campanha pela democratização da comunicação que deve recolher assinaturas para a criação de um projeto de lei de iniciativa popular, em que os sindicatos não estão fazendo a sua parte na coleta de assinatura e o plebiscito popular pela reforma política, que as entidades devem se empenhar em formatar comitês em suas entidades e colher assinaturas de 1 a 7 de setembro. “A participação das entidades nestas atividades é primordial se quisermos disputar nos meios de comunicação e alterar nosso sistema político.”

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