terça-feira, julho 23, 2024

Saiba como se proteger da pneumonia, doença que cresce no inverno e atingiu Lula

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A pneumonia, doença diagnosticada no presidente Lula (PT), nesta sexta-feira (24), atinge principalmente idosos acima de 60 anos, crianças até os 10 anos e pessoas com sistema imunológico mais comprometido, e o número de casos costuma aumentar no período do inverno, embora não se descarte a possibilidade de infecção no verão.

Os especialistas alertam para que as pessoas prestem mais atenção aos sintomas da doença, que parecem com os da gripe, mas como muita tosse e dor no peito. Segundo eles, entre as causas de uma pneumonia estão a má alimentação, desidratação e poluição.

As pessoas contraem pneumonia quando os pulmões são acometidos por uma infecção provocada por bactérias, vírus, fungos ou mesmo reações alérgicas.

Este foi o caso do aposentado José de Oliveira Sobrinho, de 65 anos, um dos inúmeros brasileiros que contraiu a doença neste verão. Há três semanas, antes, portanto, do início do outono, José e seu irmão mais velho (67 anos), moradores da cidade de Guarujá, litoral de São Paulo, foram diagnosticados com pneumonia causada por penumococos, depois de alguns dias de mal estar e dor no peito. Eles também acharam que era uma gripe forte até que precisaram procurar atendimento médico.

José conta que começou a sentir dores no peito, dificuldades de respirar, tosse seca, muito cansaço, coriza e estava espirrando muito. Esses sintomas duraram duas semanas até que ele procurou um pronto atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e após fazer uma radiografia e passar pelo médico teve o diagnóstico de pneumonia.

“Estou me medicando, tomando antibióticos prescritos pelo médico e me sentindo bem melhor, mas a tosse e dor no peito continuam. Eu não tinha ideia de tanta gente com a doença. Além do meu irmão, soube que um vizinho, a sobrinha dele e outro amigo tiveram pneumonia. Esta é a primeira vez que eu e meu irmão contraímos a doença. Achei que era só uma gripe que iria passar”, conta José.

Pneumonia pode matar se não for tratada 

É exatamente o fato de a pneumonia ser confundida com uma gripe forte que ela pode levar ao óbito se não for tratada de forma rápida e adequada, diz o médico pneumologista, Jefferson Freitas, do Instituto do Coração (Incor), de São Paulo.

Os sintomas da pneumonia, normalmente são iguais a um estado gripal, que evolui para febre, embora haja casos sem febre, mas é preciso ficar atento se há secreção amarelada e purulenta, tosse com expectoração, explica diz Jefferson Freitas.

Número de casos subiu no Brasil

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) registra, anualmente, mais de 600 mil internações por Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) e Influenza.

De acordo com o Ministério da Saúde, houve 44.523 mortes por pneumonia de janeiro a agosto de 2022. No mesmo período de 2021 foram 31.027 óbitos. Dados de 2019 do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) mostram que uma criança morre de pneumonia a cada 43 segundos.

Transmissão

A pneumonia pode ser adquirida pelo ar, saliva, secreções, transfusão de sangue ou, na época do inverno, devido a mudanças bruscas de temperatura. Essas mudanças comprometem o funcionamento dos pelos do nariz, responsáveis pela filtragem do ar aspirado, o que acarreta uma maior exposição aos micro-organismos causadores da doença.

Diagnóstico

É preciso fazer um exame de imagem e médico físico porque pode ocorrer de ser uma infecção brônquica e não necessariamente uma pneumonia”, diz Jefferson.

Como cuidar

Além de seguir à risca a dosagem de remédios prescrita pelo médico, é preciso evitar ambientes fechados porque o vírus é transmitido via área e, no inverno, principalmente porque as pessoas tem o hábito de fechar as portas.

“Ao contrário da covid que as pessoas ficam em ambientes fechados para proteção em função da imunidade baixa, no caso da pneumonia, é preciso arejar o ambiente”, recomenda o médico.

Jefferson também recomenda uma boa alimentação, hidratação e repouso.

“Normalmente em uma semana de tratamento há melhoras. A pessoa pode sair, ir ao supermercado, se precisar, mas é recomendável que não exagere”.

Vacina

Para a pneumonia mais comum, segundo o médico, causada pela bactéria conhecida por pneumococos que atinge o pulmão e outros órgãos do corpo, causando, inclusive, meningite, entre outras doenças, existe vacina distribuída pela rede do SUS para pessoas a partir dos 60 anos.

A imunização com a vacina antipneumocócica, em caso de contágio, diminui a intensidade dos sintomas, além de evitar as formas graves da doença e a mortalidade para esse tipo específico de pneumonia.

“Quem não se vacinou e contraiu a doença, pode a  partir de um ou dois meses, após a cura, se vacinar”, aconselha Jefferson.

Fatores de risco:

– fumo: provoca reação inflamatória que facilita a penetração de agentes infecciosos;

– álcool: interfere no sistema imunológico e na capacidade de defesa do aparelho respiratório;

– ar-condicionado: deixa o ar muito seco, facilitando a infecção por vírus e bactérias;

– resfriados mal cuidados;

– mudanças bruscas de temperatura.

Recomendações

– Não fume e não beba exageradamente;

– Observe as instruções do fabricante para a manutenção do ar-condicionado em condições adequadas;

– Não se exponha a mudanças bruscas de temperatura;

– Procure atendimento médico para diagnóstico precoce de pneumonia, para diminuir a probabilidade de complicações.

Tipos de pneumonia

Bacteriana

A bactéria Streptococcus pneumonia e é responsável por 60% dos registros de pneumonia no planeta.

Pneumonia Viral

É causada por um vírus, como por exemplo é da gripe mal curada.

Pneumonia Fúngica

Apesar de rara, a doença costuma atingir pacientes imunodeprimidos, ou seja, que estão com as defesas naturais comprometidas.

Pneumonia Química

Corresponde à infecção gerada a partir da inalação de fumaça, solventes, vapores ou gases tóxicos.

Pneumonia no pulmão

A pneumonia atinge pessoas de todas as idades, mas normalmente ataca sistemas imunológicos enfraquecidos

Pneumonia Comunitária

É rara a sua transmissão porque a instalação porque depende da condição de saúde de quem está próximo a um doente. Isto quer dizer que você pode até ser infectado após espirro ou tosse de uma pessoa contaminada, porém, não quer dizer que vá desenvolver uma pneumonia.

Pneumonia Hospitalar

Outra forma de contágio está no ambiente hospitalar, onde alguns microrganismos podem permanecer e contaminar pacientes internados.

Da Redação da CUT

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