terça-feira, julho 23, 2024

Governo anuncia GT sobre violência contra escolas e libera verba para ronda escolar

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O governo federal vai criar um grupo de trabalho interministerial para propor ações para combater a violência contra as escolas. O GT será formado pelos ministérios da Educação, Justiça e Segurança Pública, Direitos Humanos e Cidadania e Secretaria-Geral da Presidência. A primeira reunião será realizada nesta quinta-feira (6), a partir das 10h30. A decisão ocorreu após mais um ataque à escola. Em Blumenau, Santa Catarina, um homem armado com uma machadinha invadiu uma creche, na manhã de quarta-feira (5), e matou quatro crianças e feriu outras cinco.

Em entrevista coletiva, os ministros Camilo Santana, da Educação, e Flávio Dino, da Justiça, anunciaram outras medidas. Vai haver a liberação de R$ 150 milhões do Fundo Nacional de Segurança Pública para investimento no programa de Ronda Escolar dos estados e municípios.

Outro anúncio foi o aumento no efetivo policial mobilizado para o monitoramento da internet e de redes sociais com o objetivo de identificar o planejamento de novos ataques. A Diretoria de Operações da Secretaria Nacional de Segurança Pública já estava mobilizada com 10 agentes para essa função. A partir de agora, serão 50 policiais.

Assunto foi tratado no governo de transição

O Grupo de Trabalho da Educação do governo de transição elaborou um relatório sobre a violência contra escolas. Intitulado O ultraconservadorismo e extremismo de direita entre adolescentes e jovens no Brasil: ataques às instituições de ensino e alternativas para a ação governamental, o documento foi uma resposta ao ataque ocorrido em duas escolas da cidade de Aracruz, no Espírito Santo, em novembro de 2022.

Daniel Cara, que organizou a produção do relatório, afirmou, em sua conta do Twitter, que o material será utilizado como base para o novo GT.

Ao Brasil de Fato, Cara disse que esse trabalho já poderia estar sendo realizado. “O relatório foi elaborado na transição governamental, já era para termos este grupo de trabalho, que precisa ser ágil e competente”, afirmou.

Edição: Thalita Pires

da redação da CUT

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