terça-feira, março 5, 2024

PF cumpre 53 mandados contra bolsonaristas acusados de financiar golpismo

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A Polícia Federal (PF) cumpre, na manhã desta terça-feira (5), 53 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de estimular e financiar os atos golpistas do dia 8 de janeiro. A investigação faz parte da 16ª fase da operação Lesa Pátria, iniciada logo na semana seguinte ao ataque às sedes dos Três Poderes, em Brasília. O objetivo é identificar pessoas que financiaram e incentivaram os atos criminosos.

Os mandados desta terça foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). E, de acordo com a PF, a maioria deles são cumpridos em Minas Gerais (26). Há outros 12 em São Paulo, seis no Paraná, três em Santa Catarina e dois no Ceará, Mato Grosso do Sul e Tocantins. A Justiça também determinou a indisponibilidade de bens, ativos e valores dos investigados.

A lista de alvos inclui a socialite Marici Junqueira de Andrade Bernade, da cidade de Araraquara, no interior paulista. Assim como Rodrigo Augusto Albani Borini, filho do ex-prefeito de Birigui, também em São Paulo, Carlos Borini. Filiado ao PRTB e suplente na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, Rodrigo de Souza Lins também está entre os investigados nesta nova fase da operação. Bolsonarista, Rodrigo Lins tem, em suas redes sociais, imagens com o deputado federal cassado Daniel Silveira, condenado a oito anos e nove meses de prisão pelo STF por ataques aos ministros da Corte.

Nova fase da operação da PF na semana da Pátria

“O trabalho continua em defesa da nossa Pátria, em semana tão simbólica. Que nunca mais queiram rasgar a nossa Constituição e destruir o Estado Democrático de Direito”, afirmou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, ao comentar sobre a operação em seu conta no Twitter.

Em quase nove meses de investigação, a PF contabiliza, ao todo, com a Lesa Pátria, 78 mandados de prisão cumpridos, 277 de busca e apreensão e 17 inquéritos instaurados. Na fase anterior da operação, realizada em agosto, oito pessoas foram presas por suspeita de convocar os ataques à democracia.

Redação da CUT

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