terça-feira, março 5, 2024

Sindicatos e movimentos sociais realizam seminário sobre desafios na luta por direitos em 2024

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As Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo realizaram hoje (5) um seminário sobre os desafios dos movimentos sociais para o ano de 2024. Em pauta, a retomada de um calendário comum de lutas, com propostas de interesse popular. Participaram do evento cerca de 250 lideranças de diferentes entidades, como sindicatos, partidos progressistas e movimentos de lutas populares como por moradia.

A plenária ocorreu no galpão do Armazém do Campo, em São Paulo. “O Seminário aponta as demandas de cada participante poder levar para sua Organização as demandas, e a construção de novas atividades em seus territórios”, informou o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), que sediou o evento, em sua conclusão.

“Estamos juntos, frentes e centrais sindicais, para discutirmos um processo organizativo de resistência que nos permita enfrentar o fascismo e também discutir nossa relação com o governo. Ora na defesa, ora na reivindicação dos direitos dos trabalhadores”, disse o líder do MST João Paulo Rodrigues.

O presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, também participou do evento. Ele destacou a relevância da participação popular para garantir a democracia frente às investidas de golpistas liderados por Jair Bolsonaro (PL). E também apontou para o futuro. “A unidade dos movimentos sindical e popular foi fundamental para a nossa vitória em 2022. Contudo, será ainda mais importante este ano e em 2026”, disse.

Lutas dos trabalhadores

As organizações sociais falaram sobre os desafios por período. Inicialmente, já para este semestre, Nobre apontou batalhas para travar no Congresso. “Neste primeiro semestre, temos uma pauta do movimento sindical que é muito importante para nós no Congresso Nacional e que vamos ter que dar uma prioridade muito grande”, disse.

Nobre destacou o desmonte dos sindicatos. Desde o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff (PT), em 2016, as entidades de representação dos trabalhadores sofreram nas mãos de governos ultraliberais, que priorizaram os setores mais abastados da sociedade em detrimento dos mais pobres. “O movimento sindical, com o golpe, foi o primeiro a ser desmontado. Eles desmontaram a nossa organização, estamos sem financiamento desde 2017 e a gente precisa recuperar para poder fazer a luta, essa pauta está no Congresso.”

Além dos ataques contra sindicatos, o capitalismo tardio ainda trouxe categorias que mal se encaixam nas estruturas de proteção. Pejotizados, precarizados, “uberizados”. “Essa nós temos que ganhar na sociedade, é a que garante proteção dos trabalhadores e trabalhadoras por aplicativos. Essa juventude que trabalha no Ifood e Uber da vida, que fala que é empreendedora, mas não é, porque são trabalhadores e trabalhadoras precarizados”, destacou o sindicalista.

Diálogos

João Paulo Rodrigues lembrou que todo o apoio dos movimentos sociais para combater o fascismo bolsonarista, agora deve ser compensado. Assim, o governo federal deve dialogar, de portas abertas, e garantir articulação em defesa do povo. “Nós, dos movimentos populares, temos a responsabilidade de nos organizar para cobrar o governo, mas também defendê-lo para que possa trabalhar e seguir com as transformações”, disse.

Daiane Araújo, da Frente Brasil Popular, concorda. “Os movimentos sociais fizeram uma bonita e importante luta contra o golpismo e o bolsonarismo, porque entendemos que a unidade é nossa força. Agora precisamos sair daqui hoje com uma agenda de lutas para avançarmos.”

Quem também falou sobre estes desafios foi o advogado e militante histórico do PT José Dirceu. “Na gestão Bolsonaro tivemos ataques claros aos direitos trabalhistas. Agora, precisamos reconquistar espaços e a confiança do povo brasileiro. Então, voltarmos para as bases. Para isso, então, fortaleceremos entidades, inclusive conselhos tutelares”, disse.

 

Fonte: Rede Brasil Atual

 

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