A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs) está presente no Encontro Nacional das Mulheres Trabalhadoras da CUT, que teve início nesta sexta-feira (23), no CESIR da Contag, em Brasília. Representando a Contracs, a secretária de Mulheres, Marlene Lima, participa das discussões e atividades que reúnem dirigentes sindicais de todas as regiões do país.
O encontro ocorre em um momento de grandes desafios para as mulheres trabalhadoras que lutam por paridade, enfrentam árduas jornadas de trabalho e são vítimas recorrentes do conservadorismo, da misoginia, do racismo e da violência de gênero.
A programação foi cuidadosamente construída para fomentar o debate, a formação e o fortalecimento da organização sindical das mulheres. Nesses dois dias, as dirigentes compartilham expectativas, experiências e constroem coletivamente os caminhos para os próximos desafios.

No painel desta tarde, foram discutidos as conquistas e os desafios na consolidação dos direitos das mulheres, com exposições da Secretária de Finanças da CNTE, Rosilene Corrêa, da auditora-fiscal do trabalho, Shakti Borela, e da consultora da CFEMEA, Isabel Freitas. O debate trouxe à tona temas como a resistência às reformas, a luta por igualdade no mundo do trabalho e os impactos da sobrecarga de trabalho, tanto no emprego quanto no cuidado doméstico.
O segundo dia do encontro será dedicado a uma análise aprofundada sobre a atual composição do Congresso Nacional, que é majoritariamente formado por homens, brancos e ricos — um retrato que não representa a realidade da população brasileira, composta majoritariamente por mulheres e, em sua maioria, mulheres pretas e pardas. Um Congresso que, além de não representar a população brasileira, atua sistematicamente na aprovação de pautas conservadoras, que atacam direitos sociais, trabalhistas, das mulheres, das juventudes e da classe trabalhadora como um todo. É, sem dúvidas, o Congresso mais conservador desde a redemocratização.
O debate contará com a presença da deputada federal Érika Kokay (PT-DF) e da especialista do DIAP, Eneida Vinhas, e será mediado pela secretária de Juventude da CUT, Cristiana Paiva.

Para a secretária de Mulheres da CONTRACS, Marlene Lima, o encontro é mais do que um espaço de debate — é uma trincheira de resistência e construção coletiva.
“A nossa participação aqui reafirma que, diante de tanto retrocesso, só a organização coletiva pode garantir avanço. As mulheres trabalhadoras precisam estar unidas, mobilizadas e ocupando espaços de decisão no movimento sindical e na sociedade. Defender os direitos das mulheres é defender os direitos de toda a classe trabalhadora. E a CONTRACS segue firme, fortalecendo essa luta, ombro a ombro com as companheiras de todo o país”, afirmou Marlene.



O evento segue até sábado (24) com atividades que visam consolidar estratégias de resistência, formação política e fortalecimento da luta das mulheres no sindicalismo e na sociedade brasileira.

