Efeito Lula – A taxa de desemprego no Brasil se manteve em 5,6% no trimestre encerrado em agosto, segundo dados divulgados nesta terça-feira (30), segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice repete o resultado do trimestre anterior e consolida a marca mais baixa desde o início da série histórica, em 2012, com um mercado de trabalho aquecido mesmo em cenário de baixo crescimento econômico.
Menos de 6,2 milhões sem trabalho
O levantamento apontou que 6,084 milhões de brasileiros estavam em busca de emprego no período — o menor número já registrado. Em relação ao trimestre encerrado em maio, houve queda de 605 mil pessoas na desocupação. Na comparação com agosto de 2024, a redução foi de 1 milhão de pessoas.
Já o nível de ocupação, que mede o percentual de pessoas em idade de trabalhar que estão empregadas, subiu para 58,8% — uma alta de 0,2 ponto percentual frente ao trimestre anterior.
Recorde de ocupados e formais
A população ocupada alcançou 102,4 milhões de pessoas, também o maior número já registrado pelo IBGE. Entre elas, 39,1 milhões têm carteira assinada no setor privado (excluídos os domésticos), outro recorde da série histórica. Em um ano, 1,2 milhão de brasileiros conseguiram emprego formal.
Apesar da estabilidade frente ao trimestre anterior, o crescimento anual reforça a tendência de fortalecimento dos vínculos formais.
Serviços domésticos em queda
Entre os grupamentos analisados pelo IBGE, apenas o de serviços domésticos apresentou redução, de 3% — o que representa 174 mil pessoas a menos ocupadas nessa atividade. Os demais setores permaneceram estáveis.
Peso da educação pública
Segundo o analista do IBGE William Kratochwill, apesar do recorde de trabalhadores com carteira assinada, a principal contribuição para a queda do desemprego veio do setor de educação pública, que contratou temporários sem carteira no primeiro semestre.
“A educação pré-escolar e fundamental fazem contratações ao longo do primeiro semestre. São trabalhadores sem carteira, com contratos de trabalho temporários”, explicou.
Esse grupo cresceu 5,5% em relação ao trimestre encerrado em maio e ficou praticamente estável (0,8%) frente ao mesmo período de 2024.
Principais destaques da pesquisa
- Taxa de desocupação: 5,6%
- Taxa de subutilização: 14,1%
- População desocupada: 6,084 milhões
- População ocupada: 102,4 milhões
- População fora da força de trabalho: 65,8 milhões
- População desalentada: 2,7 milhões
- Empregados com carteira assinada: 39,1 milhões
- Empregados sem carteira assinada: 13,5 milhões
- Trabalhadores por conta própria: 25,9 milhões
- Trabalhadores informais: 38,6 milhões
Fonte: Redação Revista Fórum

