quarta-feira, abril 22, 2026

Conferência debate direitos de trabalhadores e trabalhadoras em cassinos e jogos de azar

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Na vanguarda da mobilização e articulação sindical internacional, a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs) esteve representada pelo seu vice-presidente Antônio Carlos na 5ª Conferência Regional do Setor de Cassinos e Jogos de Azar da UNI Américas. O evento reuniu dirigentes sindicais para debater os grandes desafios de um setor em rápida expansão e marcado por profundas transformações.

Em sua fala, Antônio Carlos apresentou os principais problemas que impactam o setor de cassinos e jogos de azar no Brasil, como a precarização das relações de trabalho, o avanço de plataformas digitais sem regulação adequada, as terceirizações abusivas e a tentativa constante de retirar direitos e enfraquecer as organizações sindicais.

“O que está em jogo aqui não é apenas um segmento econômico. É o modelo de sociedade que queremos construir na América Latina: com democracia, com soberania, com direitos, com inclusão, e com sindicatos fortes”, afirmou o comerciário.

Dados comprovam que, embora cassinos e jogos de azar movimentem bilhões de dólares, o setor ainda opera em muitos países em um ambiente de regulação incerta, terceirizações frequentes, digitalização acelerada e riscos para os trabalhadores e as trabalhadoras. Em combate às frequentes irregularidades, a UNI Global Union busca unir sindicatos que representam trabalhadores em cassinos, bingo, loterias, casas de apostas e outras empresas de jogos, com o objetivo de construir poder sindical por meio da negociação coletiva ao redor de questões como saúde e segurança ocupacional, escalas justas e remuneração adequada.

“A expansão do setor de jogos deve gerar empregos formais, garantir salários justos, jornadas dignas, respeitar direitos sindicais e negociação coletiva, reconhecer a saúde mental e o desgaste emocional dos trabalhadores”, completou Antônio Carlos.

Com o setor de cassinos e jogos de azar configurando‐se como uma fronteira de expansão econômica na América Latina — inclusive com a digitalização, plataformas de apostas online, abertura de mercados regulados ou em processo de regulação no Brasil e em outros países —, a articulação internacional sindical torna-se estratégica. Sendo assim, a Confederação reafirma o compromisso de se engajar ao lado da UNI Américas na construção de um acordo regional que estabeleça padrões mínimos de proteção trabalhista para o setor de cassinos e jogos de azar.

“A luta sindical também precisa ganhar escala transnacional. Se os patrões se globalizam, nós também precisamos globalizar a luta”, concluiu o representante da Contracs.

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