A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs) manifestou apoio à mobilização nacional dos trabalhadores e trabalhadoras do setor de distribuição de combustíveis e lubrificantes, que entram em uma nova e decisiva etapa da campanha salarial de 2026. Em meio a impasses nas negociações e a propostas patronais consideradas insuficientes e prejudiciais, a entidade reforça a defesa da valorização profissional, da negociação coletiva e da preservação de direitos históricos da categoria.
Após a rejeição unânime da contraproposta apresentada pelo sindicato patronal na primeira rodada de negociações, realizada em janeiro, as entidades sindicais voltam à mesa nos dias 28 e 29, em São Paulo, com uma pauta que expressa as necessidades reais de quem sustenta um setor estratégico para a economia nacional. Entre os principais pontos estão o reajuste salarial com ganho real, piso digno, abono salarial e a ampliação de benefícios sociais, além da manutenção de cláusulas que garantem proteção à saúde, à renda e à segurança dos trabalhadores.
Para a Contracs, o momento exige unidade e firmeza diante de uma estratégia empresarial que tenta limitar reajustes, fragmentar a categoria e enfraquecer a força da negociação coletiva. O presidente da entidade, Julimar Roberto, destaca que a luta dos trabalhadores do setor dialoga diretamente com a defesa de um projeto de desenvolvimento que respeite quem produz a riqueza do país.
“Estamos falando de um setor essencial, que movimenta a economia e garante o funcionamento de serviços fundamentais em todo o Brasil. Não é aceitável que trabalhadores expostos a riscos e responsabilidades tão grandes tenham seus direitos ameaçados. A Contracs está ao lado dessa luta, porque defender a negociação coletiva e a valorização do trabalho é defender democracia, justiça social e dignidade”, afirmou Julimar.
A confederação também ressalta que pautas como o fim do teto de reajuste salarial, a preservação da cláusula de periculosidade e a rejeição à flexibilização de benefícios não são demandas isoladas, mas elementos centrais para impedir retrocessos e assegurar igualdade de direitos em todo o país.
Ao reafirmar seu apoio, a Contracs reforça o chamado à mobilização nacional e à participação ativa da categoria, entendendo que somente com organização e pressão coletiva será possível avançar nas negociações e garantir uma convenção coletiva que reconheça, de fato, o valor do trabalho no setor de distribuição de combustíveis e lubrificantes.

