A luta contra o fascismo voltou a ocupar as ruas — e também os espaços de articulação internacional. Foi nesse cenário que a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs-CUT) participou, nesta sexta-feira (27), da I Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos, em Porto Alegre (RS). O encontro reuniu lideranças sindicais, movimentos sociais e delegações internacionais em um momento estratégico de articulação contra o avanço da extrema direita no Brasil e no mundo.
Com o tema “Fascismo: o inimigo comum da classe trabalhadora”, a atividade promoveu debates sobre os impactos do fascismo nos direitos trabalhistas, na democracia e na soberania dos povos, além de apontar estratégias de enfrentamento a partir da organização sindical e popular.

Representando a Contracs-CUT, o presidente Julimar Roberto destacou a importância da unidade internacional da classe trabalhadora diante de um fenômeno global que ameaça direitos históricos.
“O enfrentamento ao fascismo passa pela organização da classe trabalhadora, pelo fortalecimento dos sindicatos e pela mobilização permanente. É nas ruas e na luta coletiva que garantimos avanços reais”, afirmou.
O dirigente também alertou para os ataques aos direitos sociais e para a necessidade de construir alternativas baseadas na solidariedade, na soberania dos povos e na justiça social.
Durante toda da programação, as falas dos participantes convergiram na defesa do fortalecimento de alianças internacionais, da ampliação da mobilização popular e da construção de respostas coordenadas frente a um cenário global marcado por desigualdades, conflitos e ameaças à democracia.
A conferência ocorreu em um momento simbólico, ao marcar também os 25 anos do Fórum Social Mundial, reforçando o papel de Porto Alegre como espaço histórico de articulação internacional das lutas sociais.

Mas a mobilização para a conferência começou na véspera. Na tarde de quinta-feira (26), milhares de pessoas participaram da Marcha Antifascista, que percorreu o centro histórico de Porto Alegre, reunindo organizações populares, movimentos sociais e delegações internacionais.
O ato reforçou o caráter internacionalista do encontro e simbolizou a resposta coletiva ao avanço de agendas autoritárias. Com bandeiras, palavras de ordem e participação de diferentes países, a marcha evidenciou a centralidade da mobilização popular na defesa da democracia.
A participação da Contracs-CUT reforça o compromisso do movimento sindical brasileiro com a luta antifascista e com a defesa intransigente dos direitos da classe trabalhadora no Brasil e no mundo.

