quinta-feira, maio 7, 2026

Dirigentes da Contracs fortalecem protagonismo sindical na 14ª Oficina da UNI

Leia também

A secretária de Mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs), Marlene Lima, e a coordenadora da Regional Sudeste da entidade, Paloma Santos, participaram da 14ª Oficina de Formação da Rede UNI Mulheres Brasil, realizada nos dias 5 e 6 de maio, na Colônia de Férias do Sindicato dos Comerciários, em Praia Grande (SP). O encontro reuniu lideranças sindicais de diversas regiões do país para debater os desafios enfrentados pelas mulheres trabalhadoras e fortalecer a organização feminina no movimento sindical.

Com foco na formação política, na troca de experiências e no fortalecimento da atuação das mulheres no mundo do trabalho, a oficina abordou temas centrais para a classe trabalhadora, como precarização das relações de trabalho, pejotização, participação feminina nos espaços de poder, saúde mental, violência de gênero e estratégias de enfrentamento às desigualdades.

Representando as mulheres do comércio e do setor de serviços, as dirigentes da Contracs participaram ativamente dos debates e destacaram a importância da presença feminina organizada nos espaços de construção sindical.

Para Marlene Lima, a formação é fundamental para fortalecer a luta coletiva das trabalhadoras.

“As mulheres comerciárias enfrentam diariamente jornadas exaustivas, desigualdades e diferentes formas de violência e precarização. Participar de espaços como esse fortalece nossa consciência coletiva e amplia nossa capacidade de organização e resistência. Precisamos ocupar cada vez mais os espaços de decisão para construir um mundo do trabalho mais justo para todas”, afirmou.

Já Paloma ressaltou a importância da união entre diferentes categorias e gerações.

“A oficina mostrou como é essencial fortalecer a presença das mulheres e da juventude dentro do movimento sindical. As trabalhadoras no comércio e serviços precisam estar representadas nesses debates porque somos diretamente impactadas pela flexibilização dos direitos, pelo assédio e pela sobrecarga de trabalho. A formação e a troca de experiências nos fortalecem para seguir na luta”, destacou.

A programação também contou com debates sobre diversidade, inclusão, saúde mental e comunicação sindical na era digital, além de atividades práticas de autodefesa feminina e defesa pessoal. Um dos momentos de maior reflexão foi o júri simulado sobre violência contra a mulher, que evidenciou os desafios enfrentados pelas vítimas no acesso à proteção e à justiça.

spot_img

Últimas notícias