A greve nacional dos trabalhadores e trabalhadoras da Limpeza Urbana começou nesta segunda-feira (22) com forte adesão em diversas regiões do país. A paralisação, convocada em defesa da valorização da categoria e pela votação do PL 4.146/2020, já alcançou sete capitais — Brasília, Vitória, São Luís, Maceió, Cuiabá, Salvador e Natal — além de dezenas de municípios em diferentes estados brasileiros.
O movimento cobra a aprovação do chamado PL dos Garis, que prevê a criação de um piso salarial nacional, melhores condições de trabalho, reconhecimento da essencialidade da categoria e garantias mínimas para profissionais que enfrentam diariamente situações de risco, insalubridade e exposição a contaminações.
Para o presidente da Contracs, Julimar Roberto, a mobilização demonstra a força e a unidade dos trabalhadores da limpeza urbana em todo o país.
“Os garis e margaridas mostraram ao Brasil que são essenciais. A cidade só funciona porque essa categoria está todos os dias nas ruas, enfrentando sol, chuva, risco, contaminação e jornadas duras. O que estamos cobrando não é favor, é respeito, dignidade e a aprovação de um projeto que reconhece direitos básicos para quem mantém as cidades limpas”, afirmou.
Segundo as entidades representativas, a greve é um recado ao Senado Federal, especialmente diante da demora na tramitação do projeto. A categoria defende que a valorização dos trabalhadores da limpeza urbana não pode continuar sendo adiada.
“A greve não é o desejo da categoria, mas é a resposta diante da demora e do descaso. O Senado precisa ouvir os trabalhadores. O PL 4.146 precisa avançar. Enquanto não houver compromisso real com a votação e com a valorização da limpeza urbana, a mobilização continua”, completou Julimar.
A paralisação segue por tempo indeterminado e a expectativa é de que novas cidades passem a aderir ao movimento nos próximos dias, ampliando a pressão pela aprovação do PL dos Garis e pelo reconhecimento de uma categoria fundamental para o funcionamento das cidades brasileiras.

