quinta-feira, julho 2, 2026

13ª Conferência Municipal de Saúde reafirma defesa do SUS e da participação popular

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A 13ª Conferência Municipal de Saúde de Goiânia teve início nesta quarta-feira, 1º de junho,  no Auditório Teatro Asklepiós da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG), reunindo trabalhadores(as), usuários(as), gestores(as), conselheiros(as), parlamentares, lideranças sindicais e representantes de diversas entidades para discutir os rumos da saúde pública na capital. Com o tema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: cuidar do povo é cuidar do Brasil”, o encontro marca a etapa municipal de construção das propostas que serão encaminhadas à 11ª Conferência Estadual de Saúde de Goiás e, posteriormente, à 18ª Conferência Nacional de Saúde.

A abertura oficial foi marcada pela composição da mesa de autoridades, formada pela presidenta do Conselho Municipal de Saúde de Goiânia, diretora da CUT-GO e do SINDSAÚDE-GO, Flaviana Alves; pela vice-presidenta do Conselho Municipal de Saúde de Goiânia, Celidalva Sousa; pela diretora do SINDSAÚDE-GO, Néia Vieira; pela diretora do SINTFESP GO/TO, Heloíza Massanaro; pela deputada estadual Bia de Lima; pela professora Maria Rocineide, responsável pela palestra magna da conferência; e pela reitora da Universidade Federal de Goiás, Sandramara Matias. A solenidade também contou com apresentação cultural, pronunciamentos das autoridades e o início das atividades que nortearão os debates dos próximos dias.

Durante sua fala, Flaviana Alves destacou que a própria realização da conferência tornou-se um exemplo da força da organização coletiva e da participação social. Diante de dificuldades estruturais enfrentadas às vésperas do evento, conselheiros(as), trabalhadores(as), dirigentes sindicais e entidades representativas uniram esforços para garantir que a conferência acontecesse, mobilizando equipamentos, estrutura e apoio voluntário para receber delegados(as) e participantes.

Mais do que um relato sobre os bastidores da organização, a presidenta do Conselho Municipal de Saúde estabeleceu um paralelo entre essa mobilização e a própria história do Sistema Único de Saúde. Assim como a conferência só foi viabilizada pelo compromisso coletivo de quem acredita na participação popular, o SUS também nasceu da organização da sociedade, da luta pela redemocratização do país e da construção de políticas públicas baseadas no direito universal à saúde. Para ela, defender o SUS exige a mesma disposição para enfrentar desafios, fortalecer o controle social e construir coletivamente soluções para garantir o acesso da população à saúde pública.

Ao contextualizar a trajetória do SUS, Flaviana lembrou que as conquistas da Reforma Sanitária, da Constituição Federal de 1988 e da criação dos Conselhos de Saúde demonstram que a participação popular sempre foi determinante para consolidar políticas públicas capazes de garantir direitos. Nesse sentido, reforçou a importância de preservar a autonomia dos conselhos, ampliar a participação da sociedade e fortalecer os espaços democráticos de formulação e fiscalização das políticas de saúde.

Durante a abertura também foram apresentados desafios que permanecem no centro do debate da saúde pública brasileira, como a valorização do controle social, a necessidade de fortalecer a gestão pública do SUS e a preocupação com modelos de terceirização que possam comprometer a qualidade da assistência prestada à população. As discussões reforçaram o entendimento do Conselho Municipal de Saúde de que a consolidação de um SUS público, estatal, de qualidade e fortalecido por trabalhadores concursados depende da mobilização permanente da sociedade e do compromisso dos diferentes segmentos que compõem o controle social.

Além da solenidade de abertura, a programação do primeiro dia contou com a palestra magna ministrada pela professora Maria Rocineide, seguida da apresentação do Regimento Interno da conferência e do início das discussões dos dois primeiros eixos temáticos; sendo o primeiro apresentado por Néia Vieira. As atividades foram encerradas com debate em plenária, momento destinado à ampliação das reflexões que orientarão a elaboração das propostas.

Os trabalhos prosseguem nesta quinta-feira, 02 de junho, com a continuidade do desenvolvimento dos eixos temáticos III e IV, apresentações culturais, debates e, principalmente, com a formação dos grupos de trabalho responsáveis por discutir, sistematizar e construir as propostas que serão apreciadas na plenária final. Na sexta-feira, 03, a programação prevê a leitura e votação das propostas, apreciação das moções, eleição dos(as) delegados(as) para a etapa estadual e a leitura da Carta da 13ª Conferência Municipal de Saúde, encerrando um processo de construção coletiva que reafirma o papel da participação popular na defesa e no fortalecimento do Sistema Único de Saúde.

A CUT-GO acompanha a 13ª Conferência Municipal de Saúde reafirmando seu compromisso histórico com a defesa do SUS, da democracia, do controle social e da participação da classe trabalhadora na construção de políticas públicas capazes de garantir uma saúde pública universal, gratuita e de qualidade para toda a população.

 

Fonte: Redação CUT

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