terça-feira, agosto 4, 2026

Debate internacional reforça a importância de trabalhadores nos espaços de poder

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Quem decide sobre jornada, salário, direitos e condições de trabalho também precisa conhecer de perto a realidade de quem vive do comércio e dos serviços. Com essa perspectiva, a Confederação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs) levou ao debate internacional a necessidade de ampliar a representação política dos trabalhadores e trabalhadoras da categoria.

O tema foi apresentado nessa segunda-feira (3), durante a Oficina Multilatinas Comércio – FES, realizada no primeiro dia do 11º Fórum Regional de Sindicatos de Empresas Multinacionais, em Santo Domingo, na República Dominicana.

Representaram a Confederação na Oficina o secretário de Relações Internacionais, Alci Matos Araujo, o dirigente nacional Jeam Carlos Vieira Cabidelle e a secretária de Mulheres, Marlene Lima.

Durante sua intervenção, Alci destacou que o fortalecimento da organização sindical também passa pela ocupação dos espaços institucionais de decisão. Segundo o dirigente, é fundamental que a categoria tenha representantes comprometidos com as pautas e os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.

“No Espírito Santo, contamos com a deputada federal Jaque Rocha e com Nunes, pré-candidato a deputado estadual, ex-presidente da CUT e comerciário, que conhecem de perto a realidade da nossa categoria. Mas precisamos ampliar essa representação e, sobretudo, construir unidade para eleger companheiros e companheiras verdadeiramente comprometidos com as pautas e os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras no comércio e serviços”, afirmou.

A defesa apresentada pela Contracs parte de uma realidade concreta. Decisões tomadas nos parlamentos e nos governos interferem diretamente na vida da classe trabalhadora. São nesses espaços que passam projetos relacionados à jornada, à valorização salarial, à negociação coletiva, à proteção social e à manutenção ou retirada de direitos.

Por isso, para a Contracs, os trabalhadores e trabalhadoras não podem ser apenas afetados pelas decisões políticas. Precisam participar delas, apresentar suas reivindicações e ocupar os espaços onde são definidos os rumos do trabalho e das políticas públicas.

A Oficina Multilatinas Comércio reuniu representantes sindicais de diferentes países para discutir estratégias de organização, negociação coletiva e enfrentamento às práticas antissindicais de empresas que atuam em várias partes do mundo.

Ao colocar a representação política no centro do debate, a Contracs reforçou que a luta sindical não termina nos locais de trabalho. Ela também precisa chegar às câmaras municipais, às assembleias legislativas, ao Congresso Nacional e aos demais espaços de poder, com representantes que conheçam a realidade da categoria e assumam compromisso com os interesses da classe trabalhadora.

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