30 de setembro de 2026 – Fachadas de seis edifícios em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife, Belém e Brasília receberam, na noite desta quarta-feira (30), entre 19h e 21h, as projeções visuais da Coalizão Vida em Conta. A intervenção levou para o espaço público o debate sobre qual economia o país precisa, em pontos de grande circulação.
Em São Paulo, a projeção ocorreu na esquina da Rua Caio Prado com a Rua da Consolação. No Rio de Janeiro, na esquina da Rua Voluntários da Pátria e a Rua Nelson Mandela, em Botafogo, na Zona Sul. Em Brasília, foi no Terminal Rodoviário Interestadual. No Recife, a imagem apareceu na Avenida Guararapes e, em Porto Alegre, no Centro Histórico, no Viaduto Otávio Rocha. Já em Belém, a projeção aconteceu no bairro Nazaré, na Avenida Serzedelo Corrêa.
Criada como uma equação visual, a projeção apresenta propostas defendidas pela iniciativa e que contam com apoio da população já demonstrada em diferentes pesquisas de opinião em forma de uma equação visual: fim da escala 6×1 + fim das bets + taxar os super-ricos + salários dignos = mais vida na conta. A projeção termina com a mensagem “Por um Brasil que leva a vida em conta”.

Foto: Rafael Vilela
As projeções chamaram a atenção de quem passava pelos locais: pedestres pararam para ler a mensagem, registraram as imagens com o celular e compartilharam a intervenção nas redes sociais.
Lançada no fim de setembro, a Coalizão Vida em Conta já reúne mais de 130 economistas e cerca de 60 organizações da sociedade civil, sob a articulação da Plataforma CIPÓ e do Transforma. A missão é traduzir o debate econômico para o dia a dia das pessoas, encurtando a distância entre a prosperidade dos indicadores oficiais e a realidade que o brasileiro sente no bolso.
”Levamos essa conta para as ruas porque o debate sobre economia não pode ficar restrito a especialistas. Uma economia só é verdadeiramente bem-sucedida quando reduz desigualdades e converte as riquezas e o potencial do país em empregos dignos e qualidade de vida para toda a população”, afirma Maiara Folly, diretora-executiva da Plataforma CIPÓ.
Para Marco Antonio Rocha, diretor-executivo do Transforma, a ação marca o início de uma mobilização mais ampla. “As projeções foram um primeiro passo para ampliar essa conversa. O Brasil precisa de um projeto de desenvolvimento que vá além das metas fiscais, enfrente as desigualdades e gere empregos de qualidade”, complementa ele.
A coalizão reconhece que, desde 2023, o país avançou no combate à fome e à pobreza, na redução do desemprego e da inflação e na recuperação da capacidade de atuação do Estado. A iniciativa alerta, porém, que essas conquistas não estão garantidas diante do risco de retorno a uma agenda de austeridade rígida e de cortes de investimentos.
Como resposta, a Vida em Conta apresentou o documento Diretrizes para um Projeto de País Justo, Sustentável e Soberano, construído a partir de pesquisas e diálogos com economistas, movimentos sociais e sindicais, organizações da sociedade civil e representantes dos poderes Executivo e Legislativo.
O texto reúne cinco eixos: reduzir as desigualdades de renda, riqueza, gênero, raça e território; diminuir o custo de vida e ampliar o tempo e as condições para uma vida digna; fortalecer a soberania tecnológica, colocando a inovação a serviço do desenvolvimento sustentável; acelerar a diversificação produtiva para gerar empregos de qualidade; e reorientar a tributação e o orçamento público para o bem-estar. Propostas que têm apoio da população brasileira.
Sobre a Vida em Conta
Vida em Conta é uma coalizão de mais de 130 economistas e 60 organizações da sociedade civil que se uniram para colocar as condições concretas de vida da população no centro do debate sobre os rumos da economia no Brasil. Para saber mais:https://vidaemcontabrasil.org/
Instagram: @vidaemcontabrasil
Fonte: Redação Coalizão Vida

