domingo, janeiro 29, 2023

Pandemia e crise econômica: É preciso preservar vidas e proteger empregos

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O momento exige solidariedade entre as pessoas e responsabilidade das autoridades para defender a vida da nossa população.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs/CUT), preocupada com os efeitos devastadores que a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) traz para a saúde dos trabalhadores e trabalhadoras, se soma as autoridades sanitárias, profissionais da saúde e população no combate à grave pandemia. O momento exige solidariedade entre as pessoas e responsabilidade das autoridades para defender a vida da nossa população.
As medidas anunciadas pelo Ministério da Economia não são suficientes para enfrentar os efeitos da crise na saúde e na economia. É necessário injetar mais recursos na saúde, exigir que as medidas para auxiliar as empresas tenham como contrapartida a preservação dos empregos e rever o teto de gastos imposto pela EC 95 e os efeitos devastadores da reforma trabalhista, bem como frear a tentativa de aprovar o contrato verde e amarelo no Congresso Nacional.
Neste momento de cuidado coletivo, temos visto a enorme responsabilidade e abnegação que os profissionais da saúde e dos serviços essenciais de abastecimento, limpeza, fiscalização e segurança estão demonstrando, muitas vezes sem o devido reconhecimento e proteção por parte das empresas e do poder público.
Além dos riscos que a pandemia traz à saúde das pessoas, seus efeitos sobre a economia também exigem medidas de proteção social da população, particularmente dos mais pobres e precarizados. Trabalhadores ambulantes, informais, diaristas, comerciários sem registro e todos que terão que fazer a difícil escolha entre se expor aos riscos de contaminação ou ficar sem recursos para pagar suas contas e comprar comida e remédio para seus familiares precisam de medidas concretas imediatamente.
Nesse sentido defendemos que o Estado brasileiro garanta para essas famílias pelo menos o valor de um salário digno para enfrentarem essa grave crise que assola o mundo com dignidade.
Julimar Roberto – presidente
Antônio Almeida – secretário geral

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