terça-feira, julho 23, 2024

Movimento negro faz ato em desagravo a Vini Jr, em frente ao consulado da Espanha

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As manifestações racistas contra o jogador brasileiro, atacante do Real Madrid, Vini Jr. em jogos do campeonato La Liga na Espanha ainda repercutem em todo o mundo, obrigando autoridades brasileiras e espanholas a se posicionarem sobre os ataques ao jogador.

Na manhã desta terça-feira (23), os ministérios da Igualde Racial do Brasil e da Espanha emitiram uma nota conjunta, com parágrafos em português e espanhol, repudiando os atos racistas. O comunicado é assinado pelas ministras Anielle Franco (Brasil) e Irene Montero (Espanha).

No documento, os ministérios declaram “solidariedade incondicional a Vini Jr, bem como a todos os atletas, profissionais ou não, que vivenciam diariamente a violência racista no esporte.”

As pastas prosseguem no comunicando afirmam que “O esporte deve ser um reflexo dos valores de igualdade, respeito e diversidade que norteiam nossas sociedades e nele não há lugar para quem propaga mensagens de ódio, racismo, perseguição e intolerância”.

Além do apoio do governo brasileiro, de esportistas de todo o mundo, os movimentos negros e sociais, entidades, coletivos e organizações antirracistas e partidos progressistas se unem ao repúdio contra as manifestações racistas a Vini Jr. Para demonstrar apoio ao jogador brasileiro, haverá um ato nesta terça-feira (23), às 17h, em frente ao consulado da Espanha, em São Paulo, localizado na Rua Canadá, 424, Jardins, zona sul da capital.

Bancários querem suspensão do patrocínio do Santander na La Liga

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), considera um absurdo o Santander manter o seu patrocínio milionário aos organizadores do campeonato da La Liga, cujo presidente não reconhece os ataques racistas e acusa Vini Jr. de se fazer de vítima.

Para Rita Berlofa, secretária de Relações Internacionais da Contraf e funcionária do Santander, o banco não pode continuar patrocinando uma copa racista e deve combater o racismo não apenas em declarações de que abomina esses atos, mas sim com ações de fato.

“Nós, trabalhadores e trabalhadoras do Santander, achamos inaceitável o nome da empresa estar aliado ao patrocínio de uma competição racista. E não é a primeira vez que isso acontece na La Liga, então o Santander tem de dar demonstração de que realmente é contra o racismo, não apenas em notinha, como fez. Nesse sentido, achamos que ele deve tirar imediatamente o patrocínio da competição de futebol da La Liga”, declarou Rita Berlofa.

Fazendo coro aos protestos, o secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT), Almir Aguiar, disse que “o racismo no futebol espanhol tem se tornado um lixo para o esporte internacional, e a La Liga se limita a criticar quem sofre as agressões.

A beleza do futebol do Vinícius Júnior encanta uma grande parcela de torcedores, enquanto a outra coloca para fora seus sentimentos perversos. A cobrança feita pelo presidente Lula no Japão foi muito importante e gerou grande repercussão, mas a Fifa precisa intervir com punições severas. Basta de racismo!”, conclui.

Os ataques a Vini Jr.

Vini Jr reiterou em suas redes sociais que os ataques racistas a ele são frequentes. Desde que seu protagonismo no Real Madrid começou, o jogador vem sendo atacado por torcedores de times adversários.

Da redação da CUT

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